Árbitra da final masculina por equipes, brasileira Leonor Demário afirma: 'Fiquei orgulhosa pelo reconhecimento do meu trabalho'

24/08/2016 19:21
Estreante em finais, Leonor (à direita) apitou a vitória da China sobre o Japão
 
Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 24/8/2016
 
A final do torneio masculino por equipes dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi entre China e Japão, mas o Brasil também esteve representado. A árbitra Leonor Demario foi a responsável por comandar a arbitragem na decisão ao lado do argentino Victor Hugo Ticacala. Apesar de ser experiente em finais, a brasileira fez a sua primeira decisão olímpica.
 
"Foi muito gratificante e fiquei muito contente pela valorização da minha atuação durante os Jogos. Eu já tinha feito outras finais, em vários eventos que participei, mas uma final olímpica foi a primeira vez e devo confessar que fiquei orgulhosa pelo reconhecimento do meu trabalho", exaltou a árbitra.
 
Sobre a briga por medalha, Leonor destaca a partida entre o japonês Jun Mizutani e o chinês Xu Xin, que terminou em vitória do primeiro, como uma das mais emocionantes que apitou na sua vida. O japonês abriu 2 sets a 0, mas sofreu o empate. No set decisivo, Mizutani salvou vários match point e depois fechou a partida.
 
"O jogo entre os dois foi muito bonita e super disputada e foi sim um dos jogos mais empolgantes que já atuei; aliás, eu diria que esta final foi muito bonita, com lances maravilhosos, de extrema velocidade, precisão e altíssimo nível de controle por parte de todos os jogadores", afirmou.
 
Antes da Rio 2016, Leonor já havia apitado em outras três Olimpíadas - Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Apesar de todo esse currículo, ela afirma que estar nos Jogos Olímpicos em casa foi algo único.
 
"O fato de ter sido no Brasil, na nossa casa, foi bem diferente no sentido emocional, já que a organização foi brasileira e todos os aspectos envolvidos tiveram o nosso jeitinho de ser, incluindo a torcida", contou Leonor, que completou sobre o público brasileiro:
 
"A torcida no tênis de mesa não é muito comum da forma como assistimos aqui no Brasil; geralmente é uma emoção mais contida, o que não foi possível aqui pelas características de nossa cultura e claro que os estrangeiros sentiram essa diferença no começo. No entanto, acredito que podemos ressaltar os aspectos positivos deste 'barulho', que, sem dúvida, ficará na memória de todos: a torcida foi show ao apoiar e aplaudir ganhadores e perdedores indistintamente, durante a partida e ao final do jogo. Especialmente pela atmosfera maravilhosa que se criou para nossa modalidade, tão carente de público".
 
A árbitra ainda falou sobre o saldo que a Rio 2016 deixou para o tênis de mesa brasileiro. Para ela, o público teve a oportunidade de ver pessoalmente partidas de alto nível e de acompanhar a grande campanha de Hugo Calderano e da seleção brasileira. Segundo Leonor, isso pode ser determinante para o número de praticantes aumentar no país.
 
"Não tenho dúvidas de que o tênis de mesa passou a ser reconhecido e admirado pelos brasileiros. Eles tiveram a oportunidade de acompanhar disputas maravilhosas dos melhores jogadores do mundo e, especialmente, tiveram a oportunidade de ver as vitórias do Calderano. Sem falar da plasticidade, beleza, velocidade, controle e coordenação que o esporte exige. Acredito que o tênis de mesa passou a ser visto de forma diferenciada no Brasil, com possibilidade de grande aumento de seus praticantes, pela empolgação que vimos durante os Jogos Olímpicos. Acredito que a modalidade dará um grande salto, pois foi lindo e emocionante acompanhar", finalizou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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