Após brilho no Circuito Mundial paralímpico, treinadores enaltecem evolução de resultados entre competições

22/05/2016 09:33
Seleção conquista nove medalhas na Eslováquia, já na Eslovênia são cinco pódios
 
Matheus Quelhas e José Augusto Assis, de Fortaleza (CE) - 22/5/2016
 
Os treinadores da seleção paralímpica Paulo Camargo e José Ricardo Rizzone elogiaram a evolução de resultados entre os Abertos da Eslovênia e da Eslováquia, etapas fator 40 do Circuito Mundial 2016. A delegação ficou entre 26 de abril e 16 de maio em território europeu e conseguiu voltar para casa com 14 medalhas ao todo. Em Lasko, os atletas ficaram cinco vezes entre os três melhores - dois foram medalhistas de prata e três de bronze, já em Bratislava, os brasileiros subiram no pódio nove vezes - dois na primeira colocação e sete na terceira . A competição da Eslovênia foi realizada de 3 a 8 de maio e a da Eslováquia de 10 e 15 do mesmo mês.
 
Andantes levam três medalhas na Eslovênia
 
Em Lasko, das cinco medalhas conquistadas pela seleção, três foram pelos andantes. Bruna Alexandre (3ª colocada do ranking mundial da Classe 10) levou a prata ao ter sido superada pela número 1 do mundo da classe, Yang Qian, na final. 
 
"Na Eslovênia, tivemos bons resultados, principalmente a performance da atleta Bruna Alexandre,  que fez a final da classe 10 feminina contra a chinesa número 1 do mundo. Apesar da derrota, ela jogou muito bem e, na semifinal, superou a australiana Melissa Tapper (4ª da 10), medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres", disse Paulo que é treinador dos andantes.
 
Bruna ainda conquistou o bronze por equipes na Classe 10, ao lado de Danielle Rauen (9ª da Classe 9) e Jennyfer Parinos (12ª da 9). Para o técnico, o destaque foi a vitória de Bruna e Danielle sobre as turcas Neslihan Kavas (3ª na 9) e Ümran Ertis (7ª da 10) na fase de grupos.
 
"Na prova por equipes, a Classe 10 feminina só perdeu para a forte equipe da China na final. As atletas Bruna e Danielle mostraram que os treinos de duplas em Piracicaba (SP) estão sendo positivos e venceram pela primeira vez a dupla da Turquia, além do entrosamento percebido por todos", afirmou.
 
Além delas, na Classe 7, Paulo Salmin (15º da 7) e Israel Stroh (13º da 7) ficaram na terceira colocação por equipes.
 
Entre os cadeirantes, Rizzone destaca atletas que enfrentaram melhores do mundo
 
Os cadeirantes conquistaram dois bronzes nas equipes masculinas das Classes 1 e 2 no Aberto da Eslovênia. Porém, o treinador dos cadeirantes destaca a atuação de alguns atletas os quais enfrentaram mesatenistas que estão no topo do ranking mundial.
 
"Na Eslovênia, a atleta que teve o melhor desempenho foi a Thais Severo. Ela estava com um jogo sólido, bem regular. Ela se apresentou tranquila para a competição e acabou sendo uma grata surpresa. Jogou contra atletas acima do ranking dela, não ganhou, mas complicou demais a vida das adversárias. Na equipe, ela teve chance contra a turca Nergiz Altintas, número 8 do mundo na Classe 4, mas não conseguiu suportar a pressão de ter de fechar, mas isso será trabalhado, ela vai melhorar", elogiou Rizzone.
 
Além de Thais Severo (24ª da 3), o técnico também elogiou atuação de Welder Knaf (9º da 3)e David Freitas (27º da 3).
 
"O Welder, que é o nosso atleta mais experiente e que ganhou uma medalha paralímpica em Pequim, jogou além das expectativas, porque ele não vem jogando com muita frequência. Ele conseguiu chegar às quartas de final, vencendo nas oitavas o chinês Zhao Ping que é 7º do mundo na Classe 3. Já o David derrotou o 6º colocado no ranking mundial, o argentino Gabriel Copolla, nas oitavas, mas depois disso não conseguiu avançar", disse o comandante dos cadeirantes.
 
Andantes fazem melhor campanha da história na Eslováquia
 
Cinco medalhas - um ouro e quatro bronzes. Essa foi a marca que os andantes alcançaram em território eslovaco, a melhor já feita.
 
"Eslováquia foi a melhor performance individual dos andantes com a conquista de quatro bronzes e um ouro. No individual, todos os atletas jogaram bem e apresentaram ótimo nível técnico", elogiou Paulo.
 
Nas disputas individuais, Bruna foi campeã da Classe 10, Danielle e Jennyfer foram bronze na Classe 8/9.
 
"Bruna Alexandre jogou muito bem o individual e ficou com o ouro sem dificuldades. Desta vez, sua performance contra a número 4 do mundo, a australiana Melissa, foi ainda mais tranquila e venceu por 3 a 0 sem dar nenhuma chance à medalhista de bronze nas Olimpíadas de Londres", afirmou o treinador.
 
"Danielle e Jennyfer, na Classe 9, conseguiram jogar muito bem contra as adversárias favoritas Kavas, da Turquia, e Pek (4ª da 9), da Polônia. Na semi-final, ambas perderam por 3 a 1 num jogo muito disputado", completou.
 
Além delas, Carlos Carbinatti (18º na 10) foi bronze na Classe 10, mesma medalha de Israel na Classe 7.
 
"Carbinatti conquistou sua primeira medalha em torneios fator 40 individual e mostrou toda sua evolução e qualidade técnica atual. Stroh, na Classe 7 individual, ficou com a medalha de bronze e venceu Jordi Morales, atual quinto colocado no ranking mundial, jogando muito. Na semi-final, fez uma partida de igual pra igual contra o forte Maksym Nikolenko (2º da 7), da Ucrânia, que foi medalhista em Londres", elogiou.
 
Nas disputas por equipes, os andantes foram responsáveis por trazerem duas medalhas para o Brasil. Na Classe 7, Paulo e Israel conquistaram o bronze, enquanto Danielle, Bruna e Jennyfer também ficaram na terceira posição na Classe 10. Mas para o treinador, a última partida da equipe feminina foi o destaque.
 
"O ponto máximo da competição foi na última partida do evento por equipes da Classe 10 feminina, Danielle Rauen venceu Kavas, que é medalhista paralímpica e terceira do ranking mundial da Classe 9. Parciais surpreendentes de  3 a 0 num jogo que Danielle demonstrou consistência nas trocas de bolas gerais e contra-ataques de forehand firmes e seguros", enalteceu.
 
Rizzone se surpreende com melhora em Bratislava
 
Para Rizzone, quando a seleção disputa duas competições em sequência, a tendência é que os atletas se saiam melhores na primeira competição. Não foi o que aconteceu dessa vez.
 
"No Aberto da Eslováquia, nós tivemos um crescimento. Normalmente, a nossa performance piora de um torneio para o outro, mas nesse foi diferente. Jogamos bem melhor. Acho que é por conta do ritmo, precisávamos disso", comparou o coordenador técnico da seleção paralímpica.
 
Cadeirantes ganham duas medalhas na Eslováquia
 
Duas equipes cadeirantes subiram no pódio em Bratislava. Welder e David foram ouro na Classe 3 e Thais Severo e Joyce Oliveira (9ª na 4) levaram o bronze na Classe 4.
 
"Nossa Classe 3, jogou muito bem, foram campeões. Destaco a participação das duplas que suportou bem, diferentemente do que aconteceu na Eslovênia", comparou Rizzone.
 
"Thais voltou a jogar muito bem. Ela e a Joyce surpreenderam nas duplas das disputas por equipes, elas nunca tinham jogado juntas. Fomos melhorando aos poucos no decorrer do torneio e chegamos na terceira colocação", disse o treinador.
 
Treinadores aprovam desempenho no Circuito Mundial
 
Paulo e Rizzone gostaram do que viram nos Abertos da Eslovênia e da Eslováquia. O treinador enaltece o respeito que os atletas brasileiros estão ganhando internacionalmente, já o coordenador de seleções paralímpicas acredita que bons resultados virão nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
 
"Estou contente pelas performances positivas apresentadas em eventos internacionais. A cada ano, apresentamos melhores resultados. O tênis de mesa brasileiro passou a ser muito mais respeitado no cenário mundial", contou Paulo.
 
"Em geral, a gente foi muito bem ,tivemos boas surpresas no campeonato. Temos tudo para irmos bem nos Jogos Rio 2016, mas vamos treinar mais e mais para chegarmos lá preparados", finalizou Rizzone.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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