Após conquista das vagas olímpicas, técnicos projetam próximos passos da seleção

12/04/2016 12:08

Jean-René Mounie e Hugo Hoyama demonstram tranquilidade e apostam no foco dos atletas até agosto

Foto: Edgar Agüero Llewellyn

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 12/4/2016

Após uma dura batalha no Pré-Olímpico Latino-Americano, no início de abril, o Brasil garantiu mais três vagas individuais – Hugo Calderano já estava classificado – e vai com o número máximo de atletas para os Jogos Olímpicos. Até lá, terão pouco descanso e muito trabalho para buscar os melhores resultados possíveis.

 "Nos esforçamos muito há muito tempo para evoluir e ter a capacidade de conseguir alguma coisa especial durante os Jogos. Espero que cheguemos lá nas melhores condições e que tenhamos a capacidade de realizar o que queremos”, afirmou Jean-René Mounie, técnico do time masculino, que terá Gustavo Tsuboi (63º colocado no ranking mundial) e Calderano (59º) no individual, além de um terceiro membro ainda não definido nas equipes.

“O Hugo já mostrou o potencial dele, sempre encarou os principais eventos do melhor jeito até agora. O Tsuboi ainda tem tempo para voltar ao melhor nível dele, mas mostrou as qualidades mentais durante o pré-olímpico. Há seis meses, ele alcançou as quartas de final da Copa do Mundo individual. Não sabemos ainda quem será o terceiro jogador, mas quem conseguir já terá comprovado que o Brasil pode contar com ele”, completou o francês.

Sem vaga garantida através do Pan-Americano, o feminino lutava pelas duas vagas no torneio individual em Santiago (CHI), objetivo conquistado por Caroline Kumahara (105ª) e Lin Gui (124ª).

“Agora que temos a vaga é seguir a programação de competições e treinando como estávamos antes. O pior já passou, toda a pressão do pré-olímpico, só quem disputa sabe”, apontou o técnico Hugo Hoyama, que venceu cinco torneios classificatórios nos tempos de jogador.

Daqui para frente, a busca é parecida com a do time masculino: por um desempenho além do que os adversários podem esperar. Em Toronto, com duas medalhas e duas finais inéditas (individual e por equipes), elas já provaram que são capazes de quebrar barreiras.

“Queremos que elas cheguem no Rio o máximo preparadas possível para surpreender. Sabemos que lutar por medalha é muito difícil, então tem que chegar com a cabeça muito focada para desenvolver o seu melhor jogo e tentarmos vencer logo no início”, destacou Hoyama.

O caminho até o Rio 2016

No dia 1º de agosto, a comissão técnica e os atletas estarão entrando na Vila Olímpica, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ) - mas ainda há muita bolinha para passar ao outro lado da mesa.

“Cada jogador tem objetivos e planejamento diferentes. Mas, em geral, temos várias competições, ainda em abril e um período de treinos em maio. A partir de junho, teremos um último ciclo de competições”, comentou Jean-René Mounie.

A próxima competição será o Aberto da Polônia (20 a 24 de abril), onde estarão os confirmados Tsuboi, Lin e Kumahara. Além deles, também jogam Eric Jouti, Vitor Ishiy, Thiago Monteiro, Cazuo Matsumoto e Bruna Takahashi.

“Alguns vão participar dos Abertos da Croácia e Eslovênia, outros treinar um pouco na Ásia antes de participar das etapas da Coreia e do Japão. Outros ainda vão para a Copa Latino-Americana, na Guatemala”, enumerou Mounie.

Tudo isso para chegar no auge técnico em julho, onde a seleção encara dois períodos de treino já em solo brasileiro: dos dias 9 a 17, na cidade olímpica, e de 20 a 29 em São Caetano do Sul (SP), se concentrando e acertando os últimos detalhes antes de rumar para a Vila dos Atletas, no que pode ser o primeiro passo para fazerem história em casa.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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