Brasileiro de Inverno: Valberto de Almeida celebra grande campanha após 30 anos lutando contra síndrome

19/05/2016 11:19
Atleta tenta retornar à mesa desde 2006, mas tentativas foram frustradas
 
Matheus Quelhas e José Augusto Assis, de Fortaleza (CE) - 19/5/2016
 
Um grande retorno. É dessa forma que Valberto de Almeida (AABB Fortaleza- CE) analisa a sua volta às competições de tênis de mesa, após 30 anos de luta contra a Síndrome de Guillain-Barré. O atleta de 55 anos chegou às finais da categoria Veterano 50 e conquistou a prata no Campeonato Brasileiro de Inverno, em Fortaleza (CE).
 
O mesatenista, que contraiu a doença em 1986, tenta voltar a jogar há dez anos. Porém, as tentativas não foram bem sucedidas pelas limitações físicas causadas pela doença. O cearense chegou a disputar o Campeonato Brasileiro de 2014, em Fortaleza, mas caiu logo nas fases iniciais.
 
"Eu não considero aquele campeonato como retorno. A situação naquele ano era ainda muito adversa, eu tinha mais vontade do que condições, além disso, eu não consegui um desempenho satisfatório", afirmou o atleta.
 
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença grave e ocorre quando o sistema imunológico ataca o próprio sistema nervoso por engano, causando inflamação dos nervos e fraqueza muscular.
 
"O problema neurológico que eu tive me colocou nove meses em uma cadeira de rodas. Fiquei com algumas sequelas e ainda tremo um pouquinho", contou.
 
Apesar das dificuldades, o cearense decidiu voltar a competir por ser um entusiasta da modalidade.
 
"O tênis de mesa é um esporte que eu gosto, então eu tive que voltar a praticar. Mesmo de bengala, eu vou continuar competindo até o momento que eu não puder mais", enalteceu o medalhista de prata.
 
Na final, Valberto foi derrotado pelo pernambucano Domingos Sávio (Associação dos Mesatenistas do Sport Club Recife- PE) por 3 sets a 0 (11/9, 11/5 e 11/9). Mas o atleta não lamenta o revés e enaltece o apoio que teve da torcida da casa.
 
 
"Estou muito feliz pelo resultado que obtive. Tenho que agradecer a torcida que me ajudou e me incentivou. Ela tentou me impulsionar até o fim, mas, naquela final, não dava para sair com a vitória", disse o cearense.
 
"Avalio a minha campanha como bem sucedida, foi muito boa, porque eu cheguei à final de um campeonato muito disputado, mesmo tendo ficado anos parado e só ter voltado aos treinos regulares há pouco tempo", finalizou o mesatenista.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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