Brasileiro de Verão: Após Latino, 'molecada fominha' passa por maratona para jogar competição nacional

04/11/2016 12:13

Kenzo Carmo, Laira Silva e César Menezes estavam disputando o Latino-Americano Mirim em Lima, no Peru

Alexandre Araújo e José Augusto Assis, de Chapecó (SC) - 4/11/2016

A distância que separa a cidade de Lima, no Peru, e Chapecó (SC) supera os 4 mil km. Sem contar as escalas em suas respectivas cidades, Kenzo Carmo (São Caetano/ SEEST/ XIOM - SP), Laira Silva (Clube Concórdia - SC), e César Menezes (São Caetano/ SEEST/ XIOM - SP) tiveram de fazer esse longo trajeto para disputar o Campeonato Brasileiro SAN-EI de Verão logo após o término do Campeonato Latino-Americano Mirim, que foi realizado até o último domingo (30).

No Peru, o Brasil conquistou ao todo cinco medalhas, Kenzo e Laira tiveram participação em quatro delas. Para o treinador Lincon Yasuda, que esteve com os atletas em Lima, a experiência no Latino dá confiança para os jovens fazerem uma boa campanha no Brasileiro.

"O legal é que eles vêm com mais confiança e passam a ter um referencial diferente. Essas crianças aprendem muito rápido e lá, no Peru, tivemos a oportunidade de passar para eles diversos fatores importantes na vida de um atleta, como quantidade de sono, quais procedimentos devem ser feitos durante o treinamento, entre outras coisas. Acredito que eles trazem essa bagagem para cá e isso é muito válido", analisou.

Medalhista de bronze nas duplas femininas, ao lado de Giulia Takahashi, e por equipes com a mesma parceira no Latino, Laira, de 11 anos de idade, fala que ter conhecido uma nova cultura foi muito enriquecedor.

"Foi uma experiência muito boa. Lá, eu pude conhecer uma nova cultura, um novo país. Pude também jogar com atletas de outros países e isso é muito bom para o meu jogo, porque isso acaba fazendo com que a gente evolua mais", disse a atleta.

Apesar da maratona que teve de fazer para disputar o Brasileiro, a mesatenista garante que é importante deixar o cansaço de lado.

"Se conseguirmos fazer o nosso melhor, sabemos que bons resultados virão. Então, temos de nos concentrar nos jogos e deixar o cansaço de lado", apontou.

E os resultados estão realmente aparecendo . Laira e César conquistaram, na última quinta-feira (4), uma medalha cada: a primeira faturou o ouro no torneio individual pré-mirim e o segundo levou um bronze no individual pré-mirim.

Após ter disputado a primeira competição internacional, César, que também tem 11 anos, acredita que a experiência foi válida para ele perceber como é o nível de torneios desse porte.

"Foi bem legal lá no Latino, porque eu consegui ter uma boa experiência de como são os campeonatos continentais. Já deu para perceber que o nível dessas competições é alto e que os atletas sempre vão bem", afirmou.

Ao comentar a sua participação no Latino, Kenzo, de 13 anos, acha que poderia ter ido melhor. Apesar de ter conquistado duas medalhas (bronze no individual mirim e nas duplas mistas mirim), o atleta diz que pecou na parte psicológica, principalmente, no jogo contra o peruano Carlos Fernández, que decidia uma vaga para a final do individual mirim.

"Eu gostei de como joguei lá, mas acho eu poderia ter ido melhor. Faltou um pouquinho mais de psicológico. Na semifinal, por exemplo, contra o peruano Carlos Fernández eu estava com muito medo, me senti preso", admitiu.

No Campeonato Brasileiro, os três atletas ainda vão disputar o torneio individual mirim, que será realizado nesta sexta-feira (4).

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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