Brasileiro de Verão: Didi da Bahia e tênis de mesa, uma paixão que começou por causa de Biriba

03/11/2016 08:11
Chamado de Mito, Biriba será o homenageado desta edição do Circuito das Estrelas, que começa nesta sexta-feira
 
José Augusto Assis, em Chapecó (SC) - 03/11/2016
 
Foto: Christian Martinez
 
Um amor que começou há 52 anos. Esse é o tempo em que a relação entre Ednaldo Souza, mais conhecido como Didi da Bahia, e o tênis de mesa vem crescendo a cada dia. O baiano de 67 anos conta que passou a conhecer a modalidade por causa de Biriba - que será homenageado no Circuito das Estrelas - pelos feitos do ex-atleta naquela época.
 
"Em 1964, eu conheci o tênis de mesa devido às façanhas de Biriba e de sua irmã Bartira. Naquela época, a modalidade virou febre no Brasil, semelhante ao que aconteceu com o movimento que houve no país com as conquistas de Gustavo Kuerten no tênis de quadra. Foi amor à primeira vista", disse o atleta, que completou:
 
Apaixonado por aquela modalidade que até então era desconhecida por ele, Didi começou a brincar de tênis de mesa com tudo improvisado. Segundo Ednaldo, para poder jogar, ele chegava a riscar uma "mesa" no chão com giz e improvisava uma sandália como raquete.
 
Natural de Itororó (BA), Didi se mudou para Salvador em 1964. Um ano depois começou a estudar em um colégio que tinha uma única mesa, fato que o deixou animado. Porém, a sua felicidade durou pouco:
 
"No colégio onde estudei tinha uma mesa, fiquei alegre quando fiquei sabendo disso. Só que eu tive uma decepção, só podia jogar quem era do 3º ou 4º ano ou quem sabia muito. Eu não me encaixava em nenhuma das duas condições", lamentou o atleta, que continuou jogando tênis de mesa improvisando:
 
"Para praticar, quando acabava a aula, eu tirava tudo da mesa do professor e jogava lá. Como raquete, eu usava qualquer coisa, desde um apagador de giz até a uma sandália", lembrou.
 
Apesar de todas as dificuldades, Ednaldo não queria desistir da modalidade. O atleta chegou a fazer a sua própria mesa e raquete para continuar jogando.
 
"Eu pensei 'preciso melhorar'. Comprei, então, uma folha de madeirite, já que eu tinha pouco dinheiro. Já que eu sabia as medidas certas de uma mesa da modalidade, eu fiz uma do tamanho certo. E também eu não conhecia raquete de borracha. A minha foi feita por mim, com madeira de lei: jacarandá", afirmou.
 
Em 1973, Didi ingressou no seu primeiro clube. Ele foi convidado por um amigo da federação baiana, chamado Luciano Duarte, para treinar. Logo depois, entrou para o Cruz Vermelha, clube de Salvador. Porém, dois anos depois, quando conquistou o seu primeiro campeonato baiano, ele parou de competir e retornou para a sua cidade natal.
 
Passados vinte anos, o atleta voltou a jogar. Didi ainda fundou uma escolinha, chamada Table Tennis School, a qual já formou grandes atletas baianos, como Rivalino Cardoso, Alex Wang, Viviane Wang, Rafael Rocha, entre outros.
 
Depois disso, nunca parou mais parou com o tênis de mesa. O atleta tem marcas expressivas em sua categoria como o octacampeonato em Campeonatos Brasileiros.
 
"Ainda jogo legal. Eu estou muito bem, tenho 67 anos, mas com vigor de um cara de 30, 40 anos de idade. Tenho bom reflexo, sou grande e tenho mobilidade na mesa. É difícil ganhar do Didi da Bahia (risos)", brincou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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