Campeonato Brasileiro: José Nunes, das arenas de rodeio aos campeonatos de tênis de mesa

08/10/2017 10:51
Conheça a história do peão de boiadeiro, que, após levar um tiro, se apaixonou pela modalidade
 
José Augusto Assis, de Toledo (PR) - 08/10/2017
 
Foto: Christian Martinez/RGB Studios/CBTM
 
Duas paixões separadas por uma fatalidade. É assim que a história de José Nunes (ADFEGO Goiás - GO) pode ser resumida. O amor pelo rodeio e a vida de peão de boiadeiro foi interrompida por um tiro levado em meio a uma festa quando tinha 27 anos. Porém, foi desse acaso que a relação com o tênis de mesa se iniciaria.
 
José viveu a maior parte da vida em Jandaia, no interior de Goiás, trabalhando em fazenda e participando de rodeios. O tiro que levou o deixou paraplégico. Foi, então, que percebeu que uma de suas paixões se ofuscou e a tristeza prevaleceu. No entanto, o tênis de mesa foi o responsável por trazer o prazer pela vida novamente.
 
"O tênis de mesa trouxe alegria de novo para a minha vida, eu realmente tinha pensado que tudo tinha acabado. Hoje, conheço o Brasil todo, criei grandes amizades, me tornei uma pessoa muito querida, tudo por causa do tênis de mesa", ressaltou o atleta da Classe 3, e também falou sobre o valor que o esporte tem:
 
"O esporte é essencial para qualquer um, principalmente, para uma pessoa deficiente, que não tem mais amor à vida, que já está pensando em se entregar".
 
A relação com o tênis de mesa não surgiu do acaso. Um atleta já consagrado serviu de inspiração: Iranildo Espíndola. José conta que ter visto o medalhista de bronze das Paralimpíadas Rio 2016 quando estava no início do tratamento serviu como estopim para o amor que tem modalidade.
 
"Fui para Goiânia para tratar da lesão causada pelo tiro. E lá, teve um campeonato de tênis de mesa nessa época. Foi lá que eu conheci o Iranildo , pois um pessoal tinha me chamado para assistir o torneio, e eu vi ele jogando tudo aquilo que ele joga e foi daí que eu me interessei pela modalidade, porque eu nunca pensei que seria um atleta e, hoje, eu sou", lembrou.
 
Depois de 17 anos de tênis de mesa, José pode dizer que também está sendo alguém como Iranildo foi para ele, uma verdadeira inspiração.
 
"As pessoas falam direto que eu sou um exemplo a ser seguido, um exemplo de vida, pois eu sou um cara batalhador e lutador e que não desiste de nada. Isso é muito gratificante", afirmou.
 
Porém, engana-se quem pensa que José esqueceu das origens e da primeira grande paixão. O berrante é um fiel companheiro nos torneio em que disputa. Para o Campeonato Brasileiro, disputado em Toledo, no Paraná, entretanto, o grande amigo não pôde acompanhá-lo.
 
"O berrante me acompanha para todas as competições que eu vou. Mas, para cá (Toledo), não pude trazer, porque, no aeroporto, eles não deixaram levar ele comigo no avião, eu teria de despachar. Fiquei com um medo danado de quebrar e isso não pode acontecer de jeito nenhum (risos)", contou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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