Com mesatenistas, Comitê Paralímpico Brasileiro homenageia medalhistas dos Jogos Rio 2016

19/09/2016 21:52
Evento aconteceu na noite desta segunda, em hotel na Barra da Tijuca. Bruna Alexandre não pôde comparecer por conta de compromissos esportivos
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 19/09/2016
 
A festa de encerramento dos Jogos Paralímpicos aconteceu no último domingo, mas as celebrações pelas conquistas continuam. Os atletas que subiram ao pódio durante a Rio 2016 foram homenageados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, em evento realizado na noite desta segunda-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da Cidade Maravilhosa. E o tênis de mesa, que esteve em quatro pódios, foi muito bem representado. Ao todo, seis mesatenistas participaram da festa: Israel Stroh, prata individual Classe 7, Iranildo Espíndola, Guilherme Costa e Aloisio Lima, bronze por equipes Classes 1-2, e Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, bronze por equipes Classes 6-10, marcaram presença na comemoração. A única ausência foi Bruna Alexandre, bronze no individual Classe 10 e bronze por equipes Classes 6-10, que embarcou para São Paulo no último domingo, onde participará dos Jogos Abertos.
 
Mais experiente entre os mesatenistas, Iranildo Espíndola encerrou a quarta Paralimpíada em grande estilo, vencendo a partida que garantiu o bronze por equipes Classes 1-2, e não escondeu a emoção de estar sendo homenageado pelo feito. Ele fez questão de ressaltar que o evento deixou a Rio 2016 ainda mais especial em relação aos Jogos anteriores.
 
"Nas outras três Paralimpíadas (Atenas/2004, Pequim/2008 e Londres/2012), aconteceu algo assim, os medalhistas em um evento e tudo mais. E eu nunca tinha passado por isso. Chegava ao fim da competição, não conseguia medalha, às vezes não jogava bem, e batia uma frustração. Queria ir logo para casa para esquecer aquilo e pensar na próxima. Agora, foi diferente! Quando fiquei sabendo que não iríamos embora ainda, fiquei muito feliz. O motivo é de dar orgulho, afinal, ganhamos uma medalha. Isso é fantástico", disse.
 
Com apenas 18 anos e nos primeiros Jogos, Danielle Rauen admite que ainda está procurando entender o peso que é ser uma medalhista paralímpica. 
 
"A ficha ainda não caiu para falar a verdade. Acho que talvez por estar na Vila, não sei. Mas quando chegar em casa, na minha cidade, assistir a todo aquele alvoroço, toda aquela comemoração... Estou muito feliz, muito realizada. Não me arrependo de nada que fiz. É um sentimento de alívio, comparado ao que estava antes de jogar. Conseguimos conquistar uma medalha e coroamos todo um trabalho", reforçou.
 
Guilherme Costa revelou que, no percurso da Vila Paralímpica para o hotel onde aconteceu o evento, um filme passou pela cabeça. Ele e Iranildo recordaram todo o caminho que percorreram no último ciclo até a Rio 2016.
 
"Sensação de dever cumprido. Entramos no grupo dos medalhistas paralímpicos e isso é fruto de nosso trabalho. No caminho para cá, ficamos lembrando de tudo que fizemos, de todo o sacrifício, e chegar aqui é bom demais", concluiu.
 
Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional, se mostrou orgulhoso do desempenho do Brasil nos Jogos, salientando o aumento no número de medalhas vencidas em relação aos Jogos de Londres e exaltando a festa feita nas arquibancadas das arenas. O evento teve ainda um show de Ronaldinho Gaúcho e do cantor Jhama, embaixadores do Comitê Paralímpico Brasileiro e autores da música que se tornou o tema dos Jogos.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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iDigo | Assessoria de comunicação CBTM