Com PingPoint, tênis de mesa ganha locais públicos e é um dos esportes do verão

26/01/2017 15:04

Projeto quer, neste ano, chegar a localidades fora de São Paulo e pretende dialogar com prefeituras 

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 26/01/2017

Foto: Tommaso Protti/ PingPoint
Foto: Christian Martinez/RGB Studio

O Verão, principalmente no Brasil, é quase um sinônimo de atividades ao ar livre. Há uma ligação quase que imediata da estação mais quente do ano com praia, corrida, bicicleta, surfe, skate e, por que não, tênis de mesa? A modalidade, conhecida por ser praticada em ginásio, vem ganhando cada vez mais as ruas. Até mesmo a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) lançou, no ano passado, uma versão urbana do esporte, o TTX - que teve uma cerimônia de apresentação no Rio de Janeiro, às vésperas dos Jogos Olímpicos. No Brasil, o PingPoint é um movimento criado pelos arquitetos e urbanistas Dimitre Gallego e Luciana Antunes e que vem distribuindo mesas em locais públicos.
 
Além das boas temperaturas que costumamos ter em nosso país, eles apontam outros fatores para o intenso uso das mesas instaladas, ressaltando que o esporte é, sim, muito popular por aqui. Para Dimitre e Luciana, a Rio 2016 ajudou a espalhar ainda mais o tênis de mesa. 
 
"No Brasil, em geral, temos uma condição climática muito favorável à prática de esportes ao ar livre. Então, as mesas até acabam sendo usadas o ano todo. Outro  fator que contribui para isso é o fato de as mesas possuírem grande resistência às intempéries, inclusive ao vandalismo. Com certeza, o tênis de mesa, após a Rio 2016, ficou mais em evidência. Quando iniciamos o PingPoint, tínhamos muitas dúvidas de qual seria a aceitação das pessoas, principalmente em relação ao uso. Felizmente, logo que instalamos a primeira mesa, pudemos perceber o quanto o tênis de mesa é popular no Brasil. Logo nas primeiras semanas, as pessoas já faziam fila para jogar! Muitas delas com suas próprias raquetes e bolinhas", disse Dimitre.
 
Por enquanto, as peças estão apenas em localidades de São Paulo, como o Largo Da Batata, o Largo São Francisco, o Largo São Bento, entre outros, mas há a intenção de que o projeto, criado no fim de 2014, possa, neste ano, chegar a mais cidades brasileiras, tendo, entre outras iniciativas, um diálogo com prefeituras.
 
"Nosso plano para 2017 é instalar mais mesas, não só em São Paulo, mas em outras cidades do Brasil! Uma das ações nesse sentido é intensificar a busca por patrocínios e parcerias que nos ajudem a viabilizar a instalação das mesas. Outra ação será a divulgação do projeto para mais prefeituras. Constatamos que poucas prefeituras costumam incluir o tênis de mesa em projetos de revitalização de espaços públicos. O motivo, muitas vezes, não é por falta de recursos e, sim, desconhecimento deste tipo de equipamento", afirmou Luciana, que completou:
 
"Depois que instalamos nossa primeira mesa, a prefeitura de São Paulo elaborou uma pesquisa entre os usuários e analisou seu uso durante seis meses. A mesa foi um dos equipamentos com maior aceitação pelo público. Hoje, a prefeitura já inclui as mesas em novos projetos de revitalização de espaços públicos da cidade".
 
O planejamento estratégico da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) para o período entre 2017 e 2024, que foi elogiado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), contempla também as pessoas que jogam apenas por diversão, tendo, inclusive, a ideia de realizar grandes competições em lugares públicos, havendo alguns cartões-postais neste roteiro. 
 
Ao elogiar a ITTF pela criação do TTX, há a lembrança de como ações como esta e a mudança de linguagem que vem sendo adotada têm feito com que cada vez mais pessoas possam ser imersas no mundo do tênis de mesa, atingindo jovens de diversas faixas etárias.
 
"Achamos uma ótima iniciativa! Acreditamos que, em muitos casos, essa nova modalidade poderá ser um “chamariz” ou o primeiro contato de uma pessoa com o tênis de mesa. Existe um grande movimento mundial de fortalecimento e renovação da prática do "pingue-pongue". Ele se baseia em uma estética mais urbana, descontraída e jovem. O pingue-pongue é um jogo sem muitas regras, que torna sua prática mais inclusiva e dinâmica. Quando instalamos nossa mesa no Largo da Batata, haviam muitas crianças que frequentavam o local e, muitas delas, nunca haviam jogado tênis de mesa... Teve um garoto que aprendeu a jogar depois que instalamos a mesa e hoje atua de “igual para igual” com adultos", concluiu Dimitre.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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iDigo | Assessoria de comunicação CBTM