Coordenador do Diamantes do Futuro joga Copa Brasil, encontra alunos e brinca sobre 'cornetadas' que sofre dos jovens

05/10/2016 21:57
Jorge Fanck ressaltou satisfação em ver que o projeto vem rendendo bons frutos e salientou que vem repensando as atividades como atletas
 
Alexandre Araújo, em Toledo (PR) - 05/10/2016
 
Fotos: Christian Martinez
 
Coordenador do Diamantes do Futuro, programa da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa de prospecção de novos talentos e de evolução da modalidade, Jorge Fanck atua com frequência em diversas competições Brasil a fora, mas já começa a rever os conceitos como atleta. Isso porque, os encontros com os então comandados em tais torneios são prazerosos, mas também têm outro lado não tão bom assim.
 
Na Copa Brasil Sul-Sudeste II, que acontece em Toledo, Paraná, não foi diferente. Entre cumprimentos e boas conversas, as críticas das arquibancadas também ganharam espaço.
 
"A maioria que está aqui ainda faz parte do programa. É uma situação gostosa, mas também atrapalha, de certo modo. Na semifinal, peguei o Felipe Miua e é estranho. Eles não se sentem tão bem em enfrentar um treinador e, como técnico, também não me sinto à vontade. Estou para largar de vez as competições e, se for para continuar jogando, jogar só o sênior. Que aí não tem esse problema de pegar alguém do Diamantes (risos)" disse ele, com bom humor, lembrando ainda que a perseguição implacável é outro ponto negativo:
 
"Nos treinamentos e arquibancada, eles passam e já fala: 'enche o nosso saco no treinamento e, agora, faz diferente'. Essa é uma coisa que temos de pensar. Vai continuar jogando e vai vir a corneta dessa garotada (risos)".
 
Por outro lado, Fanck, que ficou com a medalha de prata na disputa do Rating G, ressalta a satisfação que é ver diversos alunos do programa disputando grandes competições.
 
"Para nós, é muito gratificante. Mesmo não sendo os técnicos que trabalham no dia a dia, esse trabalho é feito dentro do clube, mas a gente tenta ajudar da melhor maneira possível. Todos os treinamentos, conversamos bastante com os técnicos, debatemos algumas ideias, passa um pouco da experiência que estamos tendo com o alto rendimento e tentamos sempre visar a evolução técnica do atleta junto com a evolução do treinador. Se conseguimos fazer que os técnicos tenham mais conhecimento, com certeza, os atletas terão uma evolução melhor".
 
A importância de estar presente em campeonatos como a Copa Brasil passa também pelo fato de entender que o atleta pode viver momentos diferentes em curtos espaços de tempo.
 
"Nós aqui estamos vendo de perto e podemos fazer uma avaliação. Às vezes, o menino ou menina não teve a resposta que esperávamos quando esteve no Diamante, mas aqui rendeu muito bem. Ou até ao contrário também, esteve muito bem com a gente e aqui foi abaixo. Essas observações são valiosas para o trabalho como um todo", avisou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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