Copa Brasil: Após três anos longe do tênis de mesa, retorno com ouro na Classe 8

19/08/2017 19:15

João Fernando Junior (ADFP Paraná - PR) fez, em uma garagem, uma preparação intensiva para a competição

Alexandre Araújo, em Joaçaba (SC) - 19/08/2017

Foto: Christian Martinez / RGB Studios / CBTM

Foram três anos totalmente longe do tênis de mesa e quase dois meses de preparação intensiva após o retorno. Detalhe: em uma garagem. O resultado foi a medalha de ouro na Copa Brasil - Centenário de Joaçaba. A comemoração efusiva de João Fernando Junior (ADFP Paraná - PR) ao garantir o lugar mais alto do pódio deu uma dimensão do quanto a conquista pesou para o atleta da Classe 8.

 

Ele se afastou do esporte em agosto de 2014 por conta da gravidez da mulher, que era considerada de risco. Para se dedicar mais à família e ter mais tempo em casa, uma vez que a vida de atleta exigia treinos e viagens, decidiu que interromperia, naquele instante, a relação com o tênis de mesa para, quem sabe, futuramente poder reatar.

 

E foi exatamente o que aconteceu. João resolveu voltar e, treinando, duas vezes na semana, em uma garagem em Porto Velho - onde mora -, conseguiu a melhor colocação possível, batendo Luiz Manara (FranTT / Thibar / Café Morro Grande / Selam / Piracicaba - SP) por 3 sets a 2 (12/10; 7/11; 11/9; 6/11 e 11/7)

 

"Fiquei três anos afastado para cuidar da família. Minha esposa, Geuseane, teve uma gravidez não muito boa, mas agora meu filho, Heitor, está com dois anos e meio e está tudo bem. Esse ano, falei com o pessoal da ADFP e eles me abriram as portas. Comecei a treinar bastante. Cheguei à final e sabia que o Manara era da seleção brasileira, entrei como franco-atirador. Graças a Deus consegui manter o ritmo do meu jogo e vencer. Só tenho a agradecer a todos", disse.

Os anos longe do esporte fizeram com que João, praticamente, se tornasse um calouro no tênis de mesa novamente.

 

"Na sexta-feira, eu estava ansioso no trabalho. Parecia que eu ia competir pela primeira vez (risos)", lembrou.

 

Com o título, ele quer alavancar um projeto ligado à modalidade que tem em Porto Velho e investir em um local para que ele e os companheiros possam treinar.

 

"Nós treinávamos em uma garagem, mas, na última semana, o dono pediu o ponto de volta. Então, estamos agitando um local onde vamos fazer um centro de treinamento. Acho que esse título vai ajudar muito nessa iniciativa", finalizou.

 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

 

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