Copa Brasil: Madureira volta a figurar no cenário nacional com histórias de superação

19/08/2017 08:43

Gabriel Mataruna e Vitor Costa são atletas paralímpicos e levam bandeira do Rio de Janeiro à modalidade

Alexandre Araújo, em Joaçaba (SC) - 19/08/2017

Foto: Christian Martinez / RGB Studios / CBTM

Uma das camisas mais tradicionais do Rio de Janeiro, tanto no futebol quanto no tênis de mesa olímpico, está reaparecendo no cenário nacional, mas, desta vez, no paralímpico. Gabriel Mataruna (Classe 3) e Vitor Costa (Classe 5) estão representando o Madureira na Copa Brasil - Centenário de Joaçaba e buscam bons resultados para que a modalidade possa ganha mais visibilidade e continuar evoluindo no estado.

 

"Essa é a segunda Copa Brasil que participamos, fora os Jogos Universitários Paralímpicos, e estamos trazendo a bandeira do Rio para que a gente possa desenvolver cada vez mais, treinar mais e também alcançar novos objetivos", afirma Gabriel.

 

E Vitor garante que os dois atletas sonham não só com novas conquistas, mas como também em defender o Brasil internacionalmente:

 

"Quem sabe a gente não chega à seleção e possa disputar competições como o Parapanamericano".

 

Além de companheiros de treino, os dois trabalham na mesma empresa e, apesar de estarem em setores diferentes, volta e meia se cruzam pelos corredores. Porém, as coincidências param por aí. Cada um chegou ao tênis de mesa de modos bem diferentes. Vitor praticava já nos tempos de colégio e, em 2013, encontrou com um professor que era técnico da modalidade e já havia trabalhado com cadeirantes.

 

"Era mais o pingue pongue mesmo, até que convidaram meu atual treinador para dar uma aula onde eu moro, em Rio Bonito. Perguntei a ele se já havia treinado algum cadeirante e a resposta foi positiva. Então, ele me apresentou o centro de treinamento e tudo mais", lembra ele, que nasceu com uma deformação nas pernas por conta de um mieloma.

 

Já Mataruna, chegou à modalidade meio que por acaso e apostando nas lembranças dos tempos que ainda atuava por lazer:

 

"Quando criança, eu brincava de pingue pongue, mas eu jogava tênis de quadra.  Fui fazer minha inscrição nos Jogos Paralímpicos Universitários que o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) organizou e não tinha tênis de quadra. Pensei: 'Ah, como eu já brinquei na época de andante, vou me inscrever no tênis de mesa para ver no que vai dar'. A partir daí, comecei a treinar... Sabia do Vitor, procurei onde ele treinava e comecei".

 

E ambos já vêm conquistando resultados positivos nacionalmente. Nos Jogos Universitários Paralímpico, Gabriel, que é estudante de Direito na Faculdade La Salle, e Vitor, que faz Geografia na Universidade Federal Fluminense (UFF), fizeram a final do torneio, com o futuro advogado levando a melhor.

 

E as conquistas de Gabriel pelo Madureira, por pouco, não foram em outro esporte. O jovem, que era piloto de helicóptero e foi vítima de uma acidente aéreo há três anos e meio, já atuou no futebol do clube.

 

"É engraçado falar do Madureira porque eu joguei um ano e meio, dois anos nas categorias de base do futebol. Agora, estou voltando ao Madureira, mas no tênis de mesa", frisou.

 

Porém, apesar de vestirem a camisa do Madureira, Vitor e Gabriel, durante os treinamentos, utilizam a estrutura do Atlético Clube Fluminense, que fica em Niterói.

 

 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 

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