Copa Brasil: Mesmo no sacrifício, Jonas Moradei lutou para continuar na modalidade: 'Tênis de mesa me deu tudo'

23/04/2017 12:15
Atleta fez uma grande Copa Brasil Centro-Norte-Nordeste I e saiu de Brasília com dois ouros
 
Alexandre Araújo e José Augusto Assis, de Brasília (DF) - 23/4/2017
 
Foto: Christian Martinez/RGB Studios/CBTM
As dores no braço direito, ainda resquício de uma lesão que ocorreu nos Jogos Regionais no fim do ano passado, não foram suficientes para fazer Jonas Moradei (Associação dos Mesatenistas de Taubaté - SP), de 23 anos, desistir da Copa Brasil Centro-Norte-Nordeste I, em Brasília (DF). Afinal, ele não poderia deixar de lado o tênis de mesa, esporte que transformou a vida. Um exemplo disso é a faculdade. De origem humilde, Jonas não teria conseguido se formar em Recursos Humanos se não fosse a modalidade que ama.
 
Moradei começou a praticar tênis de mesa ainda no colégio, com 15 anos. Um ano depois, veio a recompensa que o faria tomar rumos impensáveis outrora: foi contratado pelo Taubaté. Começou a evoluir ainda mais no esporte, o que trouxe frutos. Um deles não está ligado diretamente à modalidade, mas que é imprescindível para o futuro dele.
 
"Quando completei 18 anos, tinha de fazer faculdade. Mas como pagar? O tênis de mesa me proporcionou isso. Com o meu salário no Taubaté, eu paguei a minha formação. Consegui me formar em RH e, agora, estou cursando Educação Física, tudo por causa desse esporte. Se não fosse a modalidade, eu não teria conseguido fazer isso. O tênis de mesa me deu tudo!", explicou.
 
No entanto, o caminho não foi fácil. Conciliar a vida acadêmica com o esporte fez com que Moradei quase deixasse o tênis de mesa, mas não foi o que ele fez.
 
"Foi muito complicado. Era pesado treinar e estudar todos os dias. De vez em quando, eu me pegava cochilando nas aulas. Piorou quando chegou no período de entregar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), foi uma loucura. Mas consegui me formar e continuar no esporte", lembrou.
 
Na Copa Brasil Centro-Norte-Nordeste I, Jonas conseguiu grandes resultado ao ter sido campeão do Rating H e ouro no Absoluto D. Porém, as conquistas vieram com grande sacrifício.
 
"Nos Jogos Regionais do ano passado, em um jogo contra o (Henrique) Narita, eu rompi o meu músculo do braço direito. Fiquei um mês sem fazer nada, fiz fisioterapia e voltei abaixo do meu normal. Mas já tinha a Copa (Brasil), vim com dores e me surpreendi com o meu resultado", disse.
 
A paixão de Moradei pelo tênis de mesa é de longa data, mas engana-se quem pensa que foi a primeira. Na escola, ele começou praticando vôlei, até que o colocaram para jogar 'ping-pong' também. Por muito tempo, ele dividiu seu tempo para as duas modalidades, mas chegou um momento em que teve que escolher.
 
"Aos 15 anos, tive uma doença no rim, nefrite. Fiquei muito tempo afastado do vôlei, que eu já praticava. Quando voltei, eu jogava os dois: vôlei e ping-pong. Mas comecei a gostar demais da outra modalidade, comecei a treinar e abandonei o vôlei", contou Jonas, que finalizou com uma certeza:
 
"O tênis de mesa é um esporte que eu não largo por nada!" 
 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 

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