Curiosidades

30/12/2011 15:23
História do Tênis de Mesa
 
Jeferson Porto
Ontem
No Brasil, os iniciantes da prática do esporte no Brasil eram turistas ingleses, que mais ou menos em 1905, começaram a implantá-lo no país.
Pode-se fixar o ano de 1912 como início das atividades organizadas do Tênis de Mesa no país, pois até então este era praticado somente em casas particulares e em clubes. Naquele ano foi disputado o primeiro campeonato por equipes na cidade de São Paulo, sagrando-se vencedor o Vitória Ideal Clube.
Até 1942 o esporte seguiu com altos e baixos no país, quando atletas cariocas representados por De Vicenzi, A. Neves e G. Ferreira, e paulistas representados por Bolonga, F. Nunes, e W. Silva, aprovaram a tradução das regras e assinaram convênios que levaram à oficialização do Tênis de Mesa pela CBD (Confederação Brasileira de Desporto).
Em 1947, graças ao esforço de De Vicenzi, o Brasil participou do 3º Campeonato Sul-Americano e, a partir de então, a participação do Tênis de Mesa Brasileiro nos Mundiais vem intensificando o intercâmbio internacional, tão indispensável para o nosso progresso.
 
Hoje
Atualmente, através da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, este esporte está organizado em todos os estados do Brasil, que congregam mais de 20.000 atletas.
O Tênis de Mesa brasileiro é detentor de uma longa hegemonia na América do Sul e na América Latina, sendo o único esporte que possui o incrível registro de quatro vitórias consecutivas - tetra-campeão - em competições por equipe nos Jogos Pan-Americanos.
O atleta de maior destaque do Brasil no momento é Hugo Hoyama, que possui 10 medalhas, sendo 7 de ouro na história dos Jogos Pan-Americanos. Teve uma fantástica atuação nos Jogos Olímpicos de Atlanta, quando eliminou o campeão mundial Jorgen Persson (Suécia) e ficou entre os 16 melhores.
Outro atleta com uma espetacular performance foi Claúdio Kano. Recordista de todos os esportes em número de medalhas conquistadas em jogos Pan-Americanos (12 ao todo, sendo 7 de ouro), Cláudio faleceu em um trágico acidente de motocicleta em 1996, sendo que até hoje o esporte se ressente de sua categoria e carisma.
A atual e dinâmica administração da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa iniciou seus trabalhos em 20 de janeiro de 1986, então sob a presidência de Dr. Alaor Gaspar Pinto Azevedo. Posteriormente assumiu Dr. Ivam Passos Vinhas que manteve todas as linhas administrativas enquanto esteve na Presidência por 4 anos. Em 1996 Dr. Alaor voltou a dirigir a entidade, tendo sido reeleito por aclamação em 2000.
A CBTM já organizou mais de 400 eventos nacionais e internacionais, com destaque para o Mundialito (Brazilian Open Championships), em sua décima terceira edição, além de mais de 300 cursos nas áreas de arbitragem, administração e técnicas de jogo.
Com o primordial apoio financeiro proveniente dos Bingos e do Ministério do Esporte e Turismo, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa tem tido a oportunidade de realizar concentrações mensais e estágios internacionais das Seleções Brasileiras das diversas categorias, oferecendo aos nossos atletas uma preparação e um treinamento de alto nível.
 
Amanhã
Nossa meta principal é a conquista de grandes resultados nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007 e nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008. Para tanto, estamos ampliando o número de cursos e competições em todo o território brasileiro, e introduzindo os mesmos sistemas de disputas usados em todo o mundo. Tudo isso acompanhado de uma importante e pioneira pesquisa na área de informatização de eventos, além de uma profícua aproximação com a rede CENESP do Ministério do Esporte e Turismo. Convênios estão sendo estabelecidos com a Universidade Estadual de Pernambuco, com o CEMAFE-SP, com a Faculdade de Educação Física de Tupã e com a ULBRA-Palmas, tudo isto para aliar a parte científica a técnica, único caminho para o pleno desenvolvimento do potencial de nossos inúmeros talentos.
Temos ainda a preocupação de unir o esporte ao turismo, oferecendo aos atletas e seus familiares a oportunidade de conhecer as belas cidades do nosso país cuidando, para tanto, de conseguir facilidades para todos em termos de hotéis, alimentação e passagens, não esquecendo de massificar a divulgação dos eventos junto à mídia.
Outro importante objetivo será a instalação de mesas de concreto em praças públicas que propiciarão a organização de maratonas populares, divulgando e massificando o Tênis de Mesa por todo o Brasil.
Também está em nossos planos a introdução do nosso esporte nas escolas de primeiro e segundo graus, assim como a expansão do nosso esporte nos currículos das Escolas de Educação Física das grandes universidades, situação que já ocorre na UNIMEP, em Piracicaba, São Paulo, e na UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa possui, também, filmoteca e biblioteca especializada e encontra-se em plena campanha para atingir a casa dos cinqüenta mil filiados ao mesmo tempo em que se esforça para colocar o Tênis de Mesa nas empresas.
 
 
Curiosidades
 
 A Trégua Olímpica
Levando em conta a realidade política global na qual esporte e os jogos olímpicos existem, o Comitê Olímpico Internacional decidiu reavivar o conceito antigo da Trégua Olímpica durante os jogos olímpicos. A Trégua Olímpica tem o objetivo de proteger, até onde possível, os interesses dos atletas e do esporte em geral e contribuir para a procura de soluções diplomáticas para os vários conflitos que estão ocorrendo no mundo.
Os jogos olímpicos tem demonstrado que a amizade, solidariedade e cooperação entre nações é possível, provendo meios para alcançar estes objetivos. A Trégua Olímpica pode servir como base para numerosas iniciativas diplomáticas e soluções de paz aos conflitos que desafiam nossa sociedade.
Porém, não há nenhuma dúvida de que a Trégua pode se estender além do período dos jogos olímpicos e sendo utilizado por atividades esportivas que são praticadas diariamente em todo o mundo e sendo assim fortalecer a compreensão e o entendimento entre todos os indivíduos.
A dimensão internacional de eventos esportivos tem o poder de abolir limites, enquanto promovendo unidade e paz. Claro que, seria simplista pensar que a prática esportiva é o mesmo que trabalhar pela paz. Todavia com suas implicações estratégicas, o papel de diplomacia também é fortalecer a compreensão internacional, promover o diálogo e expressar os diversos interesses envolvidos. Neste aspecto, esporte e diplomacia dividem as mesmas metas.
Através da Trégua Olímpica, o COI não está só contente por ter dado forma concreta aos princípios fundamentais contidos Carta Olímpica, mas também ter mobilizado o mundo político em defesa deste importante projeto. O COI acredita que tem o dever de propor e assegurar respeito pela Trégua Olímpica, na esperança de que servirá como meio de diálogo e reconciliação.
 
 Criação
A instituição da " Trégua " ou " Ekecheiria " foi estabelecida na Grécia antiga no século 9 AC pela assinatura de um tratado entre três reis, Iphitos de Elis, Cleosthenes de Pisa e Lycurgus de Esparta. As outras cidades soberanas gregas ratificaram este " acordo internacional" e graças a este tratato foi reconhecida a permanente e reconhecida imunidade do santuário da cidade de Olympia e a região de Elis se tornou uma realidade. Além disso, durante o período da Trégua, os atletas, artistas e as suas famílias, assim como os peregrinos, podiam viajar em segurança total e participar ou assistir aos jogos olímpicos e o retorno em paz aos seus países de origem. Quando a Abertura dos Jogos se aproximava, era proclamada a TRÉGUA SAGRADA e anunciada pelo " Spondophoroi ", e os cidadãos de Elis viajavam em toda a Grécia para transmitir a mensagem.
 
 A bandeira Olímpica: A idéia de Pierre de Coubertin
Foi Pierre de Coubertin que concebeu a idéia da Bandeira Olímpica (cinco anéis coloridos interligados em um fundo branco). Quase um século depois da criação da bandeira, as seis cores dos anéis (azul, amarelo, preto, verde, vermelho) e a branca do fundo, ainda mantém até hoje o simbolismo , estas cores são achadas em todas as bandeiras do mundo. O símbolo Olímpico, os cinco anéis interligados, representa a união dos cinco continentes e o encontro de todos os atletas do mundo nos Jogos Olímpicos.
É importante enfatizar que Pierre de Coubertin nunca disse nem escreveu que as cores dos anéis estavam relacionadas com os diferentes continentes.
 
 Quando as raquetes não eram regulamentadas pela ITTF, todos os tipos de materiais eram usados. Entre os mais estranhos estavam: esponjas com espessuras de 5 polegadas, pura madeira e lixa.
 
 A marca pingue-pongue foi registrada por Parker Brothers, que exigiu uma soma enorme de dinheiro da Associação de Tênis de Mesa dos Estados Unidos - USATT, para os direitos daquela marca. Em resposta a comunidade deu para o esporte seu próprio nome: tênis de mesa.
 
 Jogadores de alto nível podem fazer jogadas com giros de até 9000 rotações por minuto.
 
 As bolas de tênis de mesa não são totalmente vazias. Elas são pressurizadas com gás.
 
 Existem mais de 30 companhias de tênis de mesa ao redor do mundo, produzindo desde raquetes até uniformes para treinamento.
 
 Certos governos, como a Suécia e China, pagam os jogadores de nível, somente para treinar e jogar pelo país.
 
 Na China, a maioria das crianças é avaliada muito cedo para ver tem habilidades e talento para esportes como ginástica e tênis de mesa. Caso sejam consideradas talentos, elas recebem treinamento rigoroso desde cedo na área de maior potencial.
 A velocidade alcançada após uma cortada de um atleta adulto no Tênis de Mesa, geralmente supera a velocidade de 200km por hora. Tal situação ainda é mais complicada para quem tem que defender o golpe, pois o tempo de reação (milésimos de segundo) e a distância percorrida pela bola - inferior a 3 metros, na maioria das vezes - são muito curtos.
 
 Zoran Primorac, da Croácia, já venceu cinco vezes o Mundialito do Brasil na categoria individual. Por outro lado, seu índice de aproveitamento não é igual aos 100% da chinesa Cheng Jing (Taipei) que, todas as vezes em que esteve no Brasil, foi sempre a campeã individual.
 
 O Tênis de Mesa é um esporte que não requer biotipo específico. Diferente de várias modalidades como Volleyball, Natação, Tênis e Basketball, cujos atletas, via de regra, são obrigatoriamente muito altos, encontramos no Tênis de Mesa os mais diversos tipos físicos entre os melhores atletas do mundo, bastando, para tanto, uma rápida análise do ranking divulgado regularmente pela Federação Internacional.
Na listagem encontramos atletas de altíssimo nível, tais como a chinesa Deng Yaping, seguramente uma das melhores jogadoras de todos os tempos, que mede pouco mais de 1,50m. O atual campeão olímpico, o chinês Liu Guoliang, mede cerca de 1,70m, ao passo que atletas como Vladimir Samsonov, da Bielorússia, tem quase 2,00m.O tamanho e o tipo de seus corpos não influenciam diretamente nos resultados obtidos, pois o Tênis de Mesa é um esporte que permite ao jogador adaptar seu físico às diversas maneiras com que se pode disputar a modalidade de forma altamente competitiva.
 
 Os atletas com maior número de medalhas de ouro em mundiais são: no masculino, o húngaro G.V. Barna com 22 medalhas (7 de equipe, 5 de individual, 8 de Dupla Masculina e 2 de Dupla Mista) e no feminino a também húngara M.Mednyansky conquistou 18 títulos (5 de individual, 7 de Dupla Feminina e 6 de Dupla Mista).
Muitos sabem que Chuang Tsé-tung (CHN) foi campeão nos Mundiais de 1961-1963-1965, mas poucos sabem que o seu oponente foi o mesmo nas três finais: Li Fu-jung também da China.
Outro caso semelhante envolvendo dois atletas chineses ocorreu na disputa dos mundiais de 1981 e 1983, quando Guo Yuehua venceu nas duas ocasiões o atual técnico da seleção chinesa Cai Zhenhua.
 
 No âmbito feminino tivemos Pak Yung Sun (KD) vencendo a chinesa Zhang Li nas finais de 1975 e 1977.
 
 A recordista de títulos individuais A. Rozeanu da Romênia (6 vezes Campeã Mundial) fez a final com G. Farkas (HN) em 4 ocasiões vencendo em todas elas (1950-1951-1952-1953).
 
 Do lado masculino, G. V. Barna (HN) que possui 5 títulos de Campeão Mundial foi para a final por três vezes contra o seu compatriota M. Szabados, vencendo-o em duas oportunidades (1932 e 1935) mas perdendo em 1931.
 
O austríaco, depois naturalizado inglês, Richard Bergmann venceu por duas vezes a A. Ehrlich (PO) nas finais de 1937 e 1939.