Ex-mesatenista, velocista Verônica Hipólito visita Aberto do Brasil: 'Primeiro esporte que tomei gosto'

06/05/2017 16:31
Medalhista da Rio 2016, a atleta aproveitou para tirar foto com o ídolo Hugo Hoyama
 
José Augusto Assis, de Sâo Paulo (SP) - 6/5/2017
 
Foto: Christian Martinez/CBTM/ITTF
Verônica Hipólito ganhou notoriedade no mundo esportivo com a sua velocidade nas pistas de atletismo, porém, a medalhista dos Jogos Paralímpicos poderia ter se destacado em outra modalidade: tênis de mesa. A velocista, que jogou com a raquete nas mãos durante a infância, foi, neste sábado (6), ao Aberto do Brasil - etapa Challenge do Circuito Mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) e aproveitou para tirar uma foto com Hugo Hoyama, que tem como ídolo.
 
A atleta, que faturou uma medalha de prata e uma de bronze na Rio 2016 (100m e 400m na classe T38, respectivamente) e conquistou o carinho do público que acompanhou a competição, começou a jogar tênis de mesa no colégio, mas o que poderia ter sido apenas uma brincadeira, foi determinante para a velocista no mundo do esporte individual.
 
"Meus pais sempre gostaram de esporte, são professores e eles acham que educação e esporte andam juntos, por isso, sempre me incentivaram. Na quinta série, vi que tinha tênis de mesa no meu colégio, falei para eles que queria fazer e, então, me inscreveram. No ano seguinte, participei dos Jogos Escolares (de Santo André- SP) , não consegui medalha, mas foi por causa do tênis de mesa que eu percebi que eu queria fazer uma modalidade individual. Foi o primeiro esporte que tomei gosto mesmo", lembrou Verônica, que depois ainda praticou judô e, só depois, o atletismo.
 
A partir dessa identificação com o tênis de mesa, Hipólito se tornou fã do multi medalhista Hugo Hoyama. 
 
"Ele é uma das pessoas que admiro muito! Para você ser um ídolo no esporte, você precisa ser acima da média como atleta e como pessoa. E ele é bem isso. Há pouquíssimas pessoas no esporte assim e ele é uma delas", elogiou.
 
A sua ânsia por conhecê-lo vem desde a época de escola, em que teve a oportunidade de falar com o ídolo quando o mesmo fez uma visita no Colégio Singular. No entanto, pela quantidade de pessoas querendo falar com o mesatenista, ela não conseguiu cumprimentá-lo.
 
Em 2011, Verônica estava se recuperando de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e usava cadeira de rodas quando encontrou novamente com Hoyama em um evento, mas não foi dessa vez que ela falou com o atual treinador da seleção.
 
"Ele passou por mim muito rápido e eu queria ir até ele, mas não consegui, porque não estava andando naquela época. Apesar dessas oportunidades, nunca tinha conseguindo dar um 'oi' para ele", contou.
 
Porém, o encontro finalmente ocorreu no Aberto do Brasil. Emocionada, a atleta conversou com ídolo e aproveitou o momento para tirar uma foto e registrar esse encontro para sempre.
 
"Vim aqui na quarta-feira (primeiro dia de competição) e vi que estava ali, mas fiquei com vergonha de ir falar com ele. Hoje, deu tudo certo e me sinto muito honrada", afirmou.
 
Verônica ainda tem mais ligações com o tênis de mesa. A velocista mantém amizade com os atletas da seleção paralímpica, Israel Stroh, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, e conta que busca sempre saber como eles estão nas competições.
 
"O Israel sempre me atualiza sobre o desempenho deles. Agora, eles estão no Aberto da Eslovênia e ele vai me dizer como todos estão por lá. O legal é que a gente sempre torce um para o outro. Eu tenho os  meus sonhos e eles torcem para eu alcançar, assim como eles têm os deles e torço por eles também", disse Verônica, que ainda lembrou das conquistas dos amigos nos Jogos Paralímpicos, principalmente a prata histórica de Israel Stroh:
 
"Torci demais por todos, mas a medalha do Israel me marcou muito. Lembro que todo mundo duvidava dele, se ele seria capaz de chegar longe e ele foi lá e conseguiu. Quando ele avançou para aquela final, parecia que eu tinha avançado também, de tanta emoção que senti".
 
Verônica está se recuperando de uma cirurgia para a retirada total de um tumor que tinha no cérebro. A atleta está voltando a treinar aos poucos visando o Mundial de Atletismo, que vai ser disputado de 14 a 23 de julho, em Londres, no Reino Unido.
 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 

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