Ex-ministro do Esporte acompanha Brasileiro SAN-EI de Verão e faz elogios à CBTM: 'Soube se desenvolver'

06/11/2016 16:20
Ricardo Leyser foi homenageado durante o evento ao receber o título de Benemérito. Ele lembrou crescimento do tênis de mesa e ressaltou ainda que dirigentes estudaram muito para fazer os melhores investimentos
 
Alexandre Araújo e José Augusto Assis, em Chapecó (SC) - 06/11/2016
 
Foto: Christian Martinez
 
Ex-ministro do Esporte, Ricardo Leyser acompanhou de perto o Campeonato Brasileiro SAN-EI de Verão e o Circuito das Estrelas, que aconteceram em Chapecó (SC), durante a última semana. Além de assistir a diversos jogos, ele participou da festa de abertura do evento - onde foi condecorado pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) com o título de Benemérito. A cerimônia contou também  com uma homenagem a Biriba, ídolo da modalidade, e aos medalhistas paralímpicos na Rio 2016.
 
Durante a festividade, Leyser fez um discurso lembrando a evolução que o esporte brasileiro vem demonstrando. Para ele, a CBTM foi um exemplo de instituição que mais soube aproveitar os recursos que foram colocados à disposição, apontando um grande crescimento nos últimos anos.
 
"Acho que o Brasil teve uma década de ouro no esporte, principalmente após o Pan-Americano de 2007, e alguns esportes aproveitaram melhor do que outros este período para promover a popularização e o desenvolvimento. Acho que o tênis de mesa foi um dos esportes que mais cresceu neste período. Temos alguns exemplos bacanas, como o handebol, em que a seleção feminina foi campeã mundial em 2013, a canoagem teve grande evolução, a ginástica também... Mas, com certeza, o tênis de mesa se destacou", disse, demonstrando confiança nos jovens atletas e lembrando a superioridade brasileira nas Américas:
 
"Tênis de mesa é uma modalidade difícil, muito competitiva internacionalmente, os resultados não são tão fáceis de você conseguir, mas acho que criamos uma nova geração. O interessante é que você tem o futuro do tênis de mesa já na mão, com esses novos atletas que surgiram nos últimos anos e que estão tendo um apoio e uma condição inédita no tênis de mesa brasileiro, com vários atletas jogando fora do país, por exemplo. É uma geração muito nova que tem o dever de manter uma tradição que o Brasil tem aqui nas Américas".
 
Para Leyser, a criação do Ministério do Esporte, em 2003, foi um grande marco para que diversas modalidades chegassem a patamares não imaginados anteriormente, reforçando que o sucesso que o tênis de mesa vem tendo no Brasil não é à toa. Ele lembrou que dirigentes da Confederação foram estudar em diversos países para chegar a um bom nível de excelência e, antes de desfrutarem do sucesso, testaram diversos caminhos até que se chegasse ao que vem gerando o maior número de bons resultados. Ricardo acredita ainda que, mantendo os esforços atuais, o Brasil será uma das potências rapidamente:
 
"Se analisarmos de 2003 para cá, temos o Bolsa Atleta, a Lei de Incentivo, os próprios investimentos feitos nos Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos, Plano Brasil Medalha... Realmente, a criação do Ministério do Esporte foi o que permitiu que o esporte passasse a ser um objeto mais consistente da política pública. E um segundo fator é que os dirigentes e as confederações, em sua maioria, já tinham uma noção do que era necessário fazer, uma ideia dessa gestão mais moderna. E na hora que os recursos apareceram, conseguiram se desenvolver. Acho que a CBTM é um dos exemplos. Estudaram na França, na Alemanha, na China... Quer dizer, a Confederação foi atrás do que se tinha melhor no mundo. Se testou um, dois, três caminhos até achar uma trilha mais segura. Mantendo os investimentos e o trabalho, com certeza, o Brasil vai se consolidando como uma potência no tênis de mesa, não só no olímpico como no paralímpico".
 
Material humano para crescer ainda mais é o que não falta. Uma coisa que chamou a atenção de Leyser durante o Campeonato Brasileiro SAN-EI de Verão foi o grande número de clubes e atletas participando:
 
"Acredito que o que mais chama a atenção nesta competição é a maciça participação. Um grande número de clubes, muito jovens. Acho que isso sempre surpreende. Quando fui ao primeiro Brasileiro, em Fortaleza, fiquei surpreendido com o número de mesas, quantidade de clubes e atletas inscritos e atletas. Em Chapecó, essa tradição foi mantida".  
  
Ricardo Leyser Gonçalves trabalhou no Ministério do Esporte por 13 anos, entre 2003 e 2016. Foi secretário nacional de Esporte Educacional, secretário para os Jogos Pan-Americanos de 2007, coordenador do governo federal para a candidatura olímpica, secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento e secretário executivo. No Ministério, respondeu pelas ações de organização dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos de 2016, coordenou todos os órgãos federais envolvidos nos preparativos olímpicos, liderou as iniciativas do governo na preparação dos atletas que defenderam o Brasil nas duas competições e estruturou o legado esportivo que os Jogos trouxeram ao país.
 
Em março de 2016 foi nomeado ministro interino do Esporte, cargo em que permaneceu até maio. Atualmente, é vice-presidente da Empresa Olímpica Municipal do Rio.
 
Entre 2001 e 2003, trabalhou na Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Prefeitura de São Paulo, onde coordenou as atividades do Município na organização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.
 
É graduado em Administração Pública pela FGV-SP e em Ciências Sociais pela USP e tem especializações em Estudos Estratégicos, Gerenciamento de Empreendimentos, Gestão Estratégica de Negócios, Marketing Governamental e Planejamento Estratégico Situacional, entre outras.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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