Federação do Rio olha para 'atletas de fim de semana' e vê caminho para driblar a crise

10/07/2017 17:39

Pablo Ribeiro, presidente da instituição, citou clube recém-criado como exemplo ao falar do projeto

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 10/07/2017

A Federação de Tênis de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FTMERJ) está apostando nos 'atletas de fim de semana' para diminuir os efeitos da crise financeira que atinge também o esporte nesta temporada. No último fim de semana, na Arena 1 do Parque Olímpico, foi realizado o Interestadual com a categoria de "Praticantes de lazer", a terceira competição que contou com tal divisão.
 
Pablo Ribeiro, presidente da federação fluminense, salientou o quanto foi importante abraçar tais atletas e como isso pode ajudar ainda mais a modalidade.
 
"Houve uma palestra na confederação que mostrava que tem o tênis de mesa com várias etapas, atleta estadual, nacional, internacional e também os praticantes por lazer, que seria um público ainda a ser explorado. Então, buscamos todos os clubes que ofereciam tênis de mesa no Rio. Como tivemos esse espaço do legado olímpico, que dá para colocar mesa para todo mundo, pusemos todos no mesmo fim de semana. Foi uma das saídas que tivemos para público e recurso", disse ele, que completou:
 
 "Essa é uma oportunidade também de fazermos uma renovação de uma forma geral. Já até conversamos com algumas outras federações estaduais".
 
 E o investimento não se mostra apenas uma solução imediata, mas também uma ação a longo prazo, com muitos atletas passando a ser filiados à federação:
 
"Nós já organizamos, há algum tempo, o campeonato estudantil e víamos que de 100 alunos participantes, cerca de dez passava a ser de clubes, ou seja, passavam a fazer o caminho do atleta de alto rendimento, o que rende valores à federação. Na categoria Estudantil e Lazer, não há o pagamento de TRA, mas a ideia é que, ao fim de cada temporada, 10% passa a fazer parte do quadro dos clubes".
 
Para exemplificar como que a inclusão dos praticantes por lazer pode auxiliar a alavancar o tênis de mesa do Rio, Pablo citou um caso de um clube recém-criado.
 
 "Estamos na terceira edição e um grupo que participou da primeira, gostou tanto, que se juntou e fez um clube, o Belford Roxo, que se filiou à federação e, agora, tem atletas tanto nos torneios comuns como nos de lazer", avisa.
 
 O dirigente aproveitou para pontuar também a importância do legado olímpico para o tênis de mesa e falou sobre Hugo Calderano, que esteve presente na Arena 1 durante o último domingo, em uma ação durante o intervalo do campeonato.
 
"Tiveram crianças que, quando entraram aqui, ficaram emocionadas e choraram. Disseram que se sentiam mesmo nos Jogos, algo que muitos deles não tiveram a oportunidade. Todo mundo está gostando muito. E receber a visita do Calderano, um atleta que esteve na Rio 2016, foi ótimo. Outro dia, estávamos em um espaço pequeno e vimos esse menino despontar. Hoje, estamos aproveitando uma área da Olimpíada e ele veio ajudar a divulgar ainda mais a modalidade".


A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

 

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