Iranildo Espíndola vence a classe 03 ao lado de Ronaldo Souza e já mira o Pan

31/10/2014 15:08

Após título na classe 03, multi-campeão Iranildo Espíndola mira a vaga no Parapan

Pedro Andrade, de Joaçaba (SC) – 31/10/2014

A AABB Brasília/Rizzone (DF) faturou, nesta sexta-feira (31/10), o título da classe 03 masculina da disputa paralímpica de equipes de clubes do Campeonato Brasileiro, que se encerrará no domingo (02/11), em Joaçaba (SC). Com o time formado por Ronaldo Souza e Iranildo Espíndola, a equipe do Distrito Federal venceu a FME Criciúma (SC) e ficou com a medalha de ouro.

“A classe 03 desta edição foi, na verdade, uma junção das classes 1, 2 e 3, então essa conquista é muito importante, pois somos atletas da classe 02 e vencemos numa classe mais forte do que a nossa”, disse Iranildo Espíndola, atleta da seleção brasileira e que vai disputar a seletiva para o Parapan-Americano de Toronto 2015 na próxima segunda-feira (3/11).

“Com certeza essa disputa vai ajudar na seletiva. Estamos acostumados a treinar num ginásio menor, mais fechado, bem diferente desse que é bem grande, com outra atmosfera. Além disso, o jogo num nível mais alto também vai ajudar a chegar mais adaptado à hora da seletiva”, completou.

Iranildo conheceu o tênis de mesa paralímpico em 1997, por influência da família. Antes de sofrer a lesão que o deixou tetraplégico, era jogador de futebol da base do Goiás Futebol Clube, onde atuou de 1979 a 1989. Desde então, vem colecionando títulos e se tornou o maior medalhista do tênis de mesa paralímpico brasileiro. Só em Parapan-Americanos são três títulos, em 2003, 2007 e 2011, sendo eleito o melhor atleta do torneio neste último.

Amizade x rivalidade no caminho para o Parapan de Toronto

Agora, para participar de mais um Parapan, Iranildo terá de ser o campeão da seletiva nacional ou contar com o índice técnico e a indicação da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). Para vencer a seletiva, ele terá de fazer algo que não gosta muito: enfrentar alguns de seus amigos.

“O Ronaldo é meu companheiro de time e o Guilherme Costa treina junto com a gente também. Vi os dois começarem no esporte. Somos amigos e nos damos conselhos o tempo todo, sempre tentando ajudar o outro. Mas, infelizmente, só um se classifica na seletiva”, explicou.

“Na hora do jogo deixamos a amizade de lado e entra a rivalidade, mas sempre numa boa, sabendo que cada um está defendendo o seu lado”.

De olho no Parapan, o objetivo final de Iranildo é participar de sua quarta olimpíada, nos Jogos Rio 2016. Com três tatuagens no braço, uma para cada edição que disputou, ele quer aumentar a coleção que ostenta no braço esquerdo.

“Fiz uma para cada olimpíada e deixei um espaço para os jogos do Rio. Em 2016 quero fazer a quarta tatuagem”, projetou.

Atleta de longa data, Iranildo relata mudanças na modalidade

A 16 anos no tênis de mesa paralímpico, Iranildo acompanhou de perto a evolução do tênis do esporte no Brasil. Hoje trabalhando no Centro de Treinamento da Seleção Paralímpica de Cadeirantes, em Brasília, ele destaca as mudanças.

“Quando comecei, ia para os campeonatos apenas para participar e, quando ganhávamos um set já considerávamos uma vitória. Demorei anos para entrar no alto nível e hoje somos mais respeitados e disputamos os títulos pra valer. O Guilherme e o Ronaldo, por exemplo, encontraram condições melhores e entraram no alto nível rapidamente”, lembrou.

“Hoje temos uma equipe multidisciplinar, com preparador físico, psicólogo, treinadores e o que mais é necessário para desenvolvermos o tênis de mesa. Essa é a grande diferença”, finalizou.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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