Israel Stroh se prepara para disputar Macabíadas, os Jogos entre atletas judeus

28/06/2017 12:36

Medalhista na Rio 2016, atleta lembra ligação com a religião e ressalta que competição chega em um bom momento 

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 28/06/2017

Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Em meio a diversas viagens, treinos intensos e participações em competições, Israel Stroh vai buscar renovar as forças para o restante da temporada participando... De uma Olímpiada. É isso mesmo! O medalhista no torneio individual da Classe 7 na Rio 2016 vai para Israel, onde vai integrar a delegação brasileira na Macabíadas, jogos voltados a atletas judeus e que acontecem a cada quatro anos - será realizada do dia 4 ao dia 18 de julho.
 
Animado com a oportunidade, Stroh ressalta a ligação que tem com a religião judia e se sente honrado em poder participar da Macabíadas no momento que considera ser o melhor da carreira. Ele salienta ainda que estar em um torneio sem grande pressão por resultado pode fazer bem no atual momento, ainda mais pensando no ciclo para Tóquio/2020. Por outro lado, avisa que, apesar disso, quer chegar ao lugar mais alto do pódio.
 
"Eu tenho uma história familiar muito rica dentro da comunidade judaica, cresci com os ensinamentos judaicos. Poder representar essa história no momento mais rico da minha vida profissional é muito bom. Está sendo uma temporada difícil. Um ano de assimilar o momento, as novas responsabilidades... Recentemente, disputei duas competições que foram pesadas emocionalmente, o que será o oposto lá em Israel. É o que eu preciso para dar sequência, um momento mais tranquilo quanto às exigências, sem perder minha vontade natural de vencer. E isso aconteceu no melhor momento para o ciclo de 2020", disse.
 
E a viagem pode reforçar ainda mais alguns pontos em que a religião, segundo o atleta, o ajuda na prática esportiva.
 
"Eu gosto de levar em consideração os pensamentos, a filosofia... Na filosofia judaica, se fala muito sobre ser uma pessoa melhor, sobre se desenvolver como pessoa e suas qualidades. É algo que se relaciona muito com o alto rendimento esportivo", frisou.
 
A ligação de Stroh com Israel é muito mais forte que apenas o nome. Essa será a primeira vez que ele visitará o país, o que pode alimentar ainda mais um dos combustíveis que ele carrega para a vida, tendo a imagem do avô paterno como exemplo.
 
"Cresci com os ensinamentos judaicos. Fiz meu Bar Mitzvah e levo os ensinamentos até hoje. Tenho uma relação espiritual muito forte com meu avô paterno (Jan Stroh). Ele foi sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, perdeu toda sua família na guerra, mas conseguiu se reconstruir e criar sua nova família no Brasil. Essa força dele mexe muito comigo. Mas ele faleceu em 90, quando eu tinha três anos, então vivi pouco com ele", lembra ele, que completa:
 
"Eu gostaria de conhecer Jerusalém, o Muro das Lamentações e o Mar Morto. De preferência, após vitórias (risos)".
 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 

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