Jogos Paralímpicos: Brasil bate Coreia do Sul e está na semifinal da disputa por equipes da Classe 3

14/09/2016 16:08

Welder Knaf e David Freitas bateram asiáticos por 2 a 0. Time da Classe 6-8 perdeu para a Espanha por 2 a 1

Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro (RJ) - 14/9/2016

Foto: ITTF

O Brasil está a uma partida de conseguir mais uma medalha no tênis de mesa nos Jogos Paralímpicos Rio 2016! Na tarde desta quarta-feira, a equipe da Classe 3 masculino, formada por Welder Knaf e David Freitas, bateu a Coreia do Sul (Kiwon Nam, Youngill Jeyoung e Jeong Seok Kim) por 2 a 0 e garantiu vaga nas semifinais. A briga para passar à decisão será contra a Alemanha, nesta quinta-feira, às 19h30.

No primeiro confronto, a dupla fez uma partida equilibrada contra Youngill Jeyoung e Jeong Seok Kim  venceu por 3 sets a 2 (11/5; 7/11; 11/9; 8/11 e 11/7), fazendo a torcida celebrar muito. Logo depois, foi a vez das partidas individuais e Welder Knaf foi à mesa podendo garantir a vitória brasileira. E assim fez! Com autoridade, bateu Youngill Jeyoung por 3 sets a 0 (11/9; 12/10 e 11/7) e manteve a equipe verde e amarela na disputa.

"Agora, é focar no próximo jogo. Sabemos da qualidade que a Alemanha tem, mas sabemos que do nosso potencial, principalmente jogando em casa e com o apoio da torcida. Vamos para cima. Estamos fazendo de tudo para conseguir os resultados e vencemos um time que tem tradição no tênis de mesa! Foi um resultado bastante expressivo", disse David Freitas, que ressaltou ainda a parceria com Welder:

"Agradeço muito ao meu companheiro. Apesar do pouco tempo durante as temporadas, estamos conseguindo ter bons resultados. Estamos em uma sintonia muito boa e isso nos ajuda muito".

Welder, que já tem uma medalha paralímpica, conquistada em Pequim/2008, salientou a dificuldade que é enfrentar a Coreia do Sul.

"China e Alemanha são cabeças de chave, mas quando me perguntaram quem eu não gostaria de encarar, eu apontei a Coreia do Sul. Eles têm um jogo muito difícil, passam muito a bola e têm um índice de erro baixo. Então, tem de estar focado 100% do tempo, tem de ter uma estratégia própria. Mas conseguimos fazer tudo certinho", celebrou.

No outo confronto brasileiro do dia, a equipe masculina da Classe 6-8 (Israel Stroh, Paulo Salmin e Luiz Manara) teve a difícil missão de encarar a Espanha (Alvaro Valera, Jordi Morales e Alberto Alcaraz) e logo de cara, na partida de duplas, um confronto equilibrado. Paulo Salmin e Luiz Manara tiveram uma boa apresentação e flertaram com a vitória, mas acabaram derrotados por 3 sets a 2 (12/10; 9/11; 11/4; 4/11 e 11/9).

Logo depois foi a vez de Israel Stroh, medalhista de prata na Classe 7, encarar Alvaro Valera, que ficou com a prata na Classe 6. Depois de perder o primeiro set, o brasileiro superou a dor nas costas, conseguiu a virada e venceu por 3 sets a 1 (5/11; 11/8; 11/3 e 11/9), forçando o terceiro jogo na disputa. 

A partida decisiva ficou por conta de Paulo Salmin, que enfrentou Jordi Morales, que ficou em quarto na Classe 7. O brasileiro fez uma grande partida e chegou a estar vencendo por 2 a 1, mas Jordi Morales conseguiu o triunfo por 3 sets a 2 (10/12; 16/14; 6/11; 11/8 e 11/9), assegurando a vaga da Espanha nas quartas de final

"Foi um jogo que a gente acreditava que podíamos ganhar. Eram três jogos muito equilibrados, mas acabamos perdendo dois deles por 3 sets a 2 com 11 a 9 no último set. Ficamos chateados, faltou muito pouco. Acho que, no geral, a gente conseguiu se comportar bem. Sabíamos que poderíamos ir mais longe, mas também tínhamos a noção de que seria um confronto difícil", disse Israel Stroh.

Luiz Manara, por sua vez, lembrou que a equipe espanhola vem de um bom resultado em Londres/2012 e garantiu que os brasileiros mostraram que tem potencial na modalidade, podendo evoluir ainda mais para Tóquio/2020.

"A gente sai um pouco triste, mas de cabeça erguida. Tanto pelos resultados que tivemos no individual, como o caso do Israel, que foi medalha de prata, quanto na equipe, onde lutamos de igual para igual com um time que é o atual vice-campeão paralímpico. Mostramos que temos total capacidade de chegarmos ainda mais forte na Paralimpíada”, finalizou.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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