Jogos Paralímpicos: Bruna Alexandre vence com autoridade e garante vaga nas semifinais da Classe 10

10/09/2016 14:25
Diego Moreira vence partida emocionante contra italiano Mohamed Amine Kalem e levanta torcida no Riocentro
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro (RJ) - 10/9/2016
 
Foto: Marcelo Regua/MPIX/CPB
 
Tem mais uma brasileira próxima da medalha olímpica! Com o apoio da torcida, que lotou o Pavilhão 3 do Riocentro, Bruna Alexandre (3ª colocada no ranking mundial da Classe 10) venceu a croata Mirjana Lucic (6ª na 10) por 3 sets a 0 (11/8; 11/4 e 11/3) e garantiu vaga nas semifinais da Classe 10 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ela volta à mesa neste domingo (11), na luta por uma vaga na final da categoria. A adversária será ninguém menos que a polonesa Natalia Partyka (2ª na 10).
 
Apesar de empolgada com a qualificação, a jovem brasileira ressaltou que não terá vida fácil na próxima fase, mas lembra os fatores que podem pesar a favor dela.
 
"Estou muito feliz por essa classificação. Contra a chinesa (Qian Yang), não consegui colocar tudo que sei no jogo, mas hoje foi uma partida que me dá bastante confiança. Vai ser uma adversária muito forte, ela é muito experiente, mas vou confiante e também tem a torcida brasileira, que nos dá muito apoio. Vou lutar bastante para fazer bonito e conseguir a vaga", afirma.
 
Diego Moreira (30º na 9) foi outro que fez a torcida comemorar muito, mas acabou não conseguindo a vaga no Grupo D da Classe 9 por muito pouco. Em confronto emocionante com o italiano Mohamed Amine Kalem (9º na 9), o brasileiro venceu por 3 sets a 2 (11/5; 11/13; 5/11; 12/10 e 11/9) - para garantir a classificação, era preciso vencer por 3 sets a 1 - e se mostrou satisfeito com o que apresentou nesta primeira fase da Rio 2016.
 
Ao fazer uma análise da participação na disputa individual, Diego lembrou que havia parado de jogar e voltou ao tênis de mesa recentemente, o que aumenta ainda mais o peso dos resultados recentes. 
 
"Foi um jogo bom e contra um adversário forte, que é muito bem ranqueado. Eu tenho uma trajetória recente no esporte e estou feliz, apesar de não ter conseguido sair do grupo. Peguei dois adversários muito bem posicionados, mas estou satisfeito com o que apresentei. Foi por pouco, mas há dois e meio nem jogando tênis de mesa eu estava, então, dentro da realidade, passou muito perto do que projetei. Queria classificar, mas... Foi uma vitória importante. Foi uma prova de que o trabalho está sendo bem feito", disse.
 
Quem também esteve perto da vaga foi Aloisio Lima (17º na 1). O atleta, que estava no Grupo C da Classe 1, acabou perdendo por 3 sets a 2 em jogo muito equilibrado com o britânico Paul Davies (7º na 1). O brasileiro chegou a ter uma vantagem de quatro pontos no quinto set, mas não conseguiu o triunfo. Ao fim da partida, uma imagem que representa muito do espírito do esporte: diante dos aplausos dos brasileiros, os atletas se abraçaram e reconheceram o esforço um do outro. 
 
"Foi um ótimo jogo. Poderia ter sido um pouco melhor, mas competição é assim mesmo. Aqui não tem brincadeira, o nível é muito alto. Tive uma boa vantagem para fechar, mas é isso. Joguei bem e estou feliz com meu desempenho nesta partida. Fiz um primeiro jogo muito ruim, não consegui impor meu ritmo. Querendo ou não, e não é desculpa, a gente sente a primeira Paralimpíada, né? Sabia que seria duro, mas acho que poderia ter ido melhor no primeiro jogo, mas vamos olhar para frente", salientou.
 
Apesar da partida duríssima que fez contra o austríaco Krisztian Gardos (8º na 10), Carlos Carbinatti (17º na 10) perdeu por 3 sets a 2 (9/11; 11/7; 11/4; 9/11 e 11/9) dando adeus à competição por equipes da Classe 10. Aplaudido pela torcida, Carbinatti salientou os jogos que fez diante de atletas que são destaques da categoria.
 
"A categoria aumentou bastante de nível e eu tive de evoluir junto. Estou feliz porque, independente dos resultados, acredito que consegui apresentar um bom tênis de mesa diante dos melhores do mundo. Agora, é tentar fazer da mesma forma na disputa por equipes", avisou.
 
Thais Severo (22ª na 3), que estava no Grupo F da Classe 3, teve uma complicada missão contra o sul-coreana Jiyu Yoon (9ª na 3) e chegou a fazer dois sets bem parelhos, mas acabou perdendo por 3 sets a 0 (11/4; 11/9 e 11/7):
 
"Individual foram dois jogos difíceis, mas a gente já vem sabendo que não terá vida fácil. Acho que joguei bem melhor no primeiro jogo, mas foram partidas totalmente diferentes. Mas vamos trabalhar para melhorar os pontos em que erramos".
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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