Jogos Paralímpicos: Equipe masculina Classe 1-2 derruba favoritismo da Eslováquia e, com apoio da torcida, leva o bronze

17/09/2016 21:09
Time formado por Iranildo Espíndola, Guilherme Costa e Aloisio Lima fez confronto emocionante e incendiou Riocentro. Foi a quarta medalha da modalidade na Rio 2016
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 17/09/2016
 
Fotos: Francisco Medeiros/Ministério do Esporte
 
Brasil, o país do tênis de mesa! Não há favoritismo que resista à luta dos atletas brasileiros, ainda mais com o apoio da torcida. E foi assim que a equipe masculina da Classe 1-2 bateu a Eslováquia por 2 a 1, conquistou o bronze e fez com que a modalidade fechasse os Jogos Paralímpicos Rio 2016 com quatro medalhas - já tinha conquistado uma prata no individual masculino Classe 7, com Israel Stroh, um bronze no individual feminino Classe 10, com Bruna Alexandre, e um bronze por equipes na Classe 6-10 feminina.
 
Desta forma, o tênis de mesa passou a ser a terceira modalidade brasileira em número absolutos de medalhas nesta Rio 2016, empatando com judô - que teve quatro pratas.
 
Com isso, o Brasil chega à quinta medalha em Jogos Paralímpicos na modalidade. Até a Rio 2016, a única conquista havia sido em Pequim/2008, com Welder Knaf e Luiz Algacir, na disputa por equipes na Classe 3.
 
Na tarde deste sábado, Iranildo e Guilherme começaram muito bem no jogo de duplas, incendiando a torcida presente ao Pavilhão 3 do Riocentro. O primeiro set foi decidido apenas no fim, depois de uma disputa ponto a ponto, mas com vitória da Eslováquia. No segundo, um pouco mais de dificuldade no início, mas logo recuperada. Prova disso foi a vitória que deixou a disputa empatada. Melhor na partida, o Brasil dominou o terceiro set e venceu com uma boa vantagem, mas o panorama mudou no seguinte. A partida, então, foi para o quinto e decisivo set e, a partir do segundo ponto brasileiro, a torcida começou uma contagem regressiva, gritando que só faltavam nove pontos, oito pontos e por aí em diante. E deu certo! Não faltou mais nenhum e nossos atletas venceram por 3 sets a 2 (9/11; 11/8; 11/6; 4/11 e 11/5).
 
O escolhido para o primeiro jogo individual foi Guilherme, que teve uma verdadeira pedreira pela frente: Jan Riapos, atual número 3 do mundo na Classe 2 e com quatro medalhas de ouro paralímpicas no currículo. O brasileiro mostrou muita garra e até assustou o adversário em alguns momentos, como quando venceu o terceiro set, mas acabou perdendo por 3 a 1 (11/3; 11/9; 8/11 e 11/9).
 
Com o duelo empatado, coube a Iranildo ir à mesa para lutar pelo bronze. O mais experiente dos mesatenistas, com quatro participações em Paralimpíadas, logo no primeiro set, mostrou que o pódio era possível. Martin Ludrovsky, porém, conseguiu melhorar e virar a partida. Foi aí que a força da torcida brasileira apareceu novamente e empurrou Iranildo, que, com muita raça, conquistou os dois últimos sets, fechando em 3 a 2 (11/6; 3/11; 9/11; 11/7 e 11/8) e fazendo o Pavilhão 3 do Riocentro explodir de emoção.
 
"Sou o maior ganhador de Parapan-Americano da história do tênis de mesa, maior ganhador de medalha de ouro em competições internacionais do tênis de mesa brasileiro...  Tenho uma vasta história no tênis de mesa e faltava uma medalha em Paralimpíada. Agradecer aos meus colegas, principalmente, que sempre acreditaram", disse ele, que lembrou o apoio da torcida durante o jogo:
 
"Quem ganhou essa partida para mim foi a torcida. Eu só fui levando"
 
Guilherme Costa ressaltou que a equipe sempre acreditou que pudesse ir bem na disputa e exaltou Iranildo, a quem tem como mentor no esporte:
 
"Sou o mais novo dos três e sempre acreditamos na vitória por equipe. Chegamos como quarta equipe do mundo e, agora, temos de corrigir isso, pois somos a terceira. (risos) Sabíamos que era possível e mergulhamos nisso! Foi muito gratificante! Falei para o "velho" (Iranildo): "Acredita! Nós vamos conseguir". Meu velho incendeia. Sabia que ninguém ia tirar isso dele! Dedico essa vitória a todos que, de alguma forma, passaram pela minha trajetória, mas em especial à minha família. Tudo se encaixou e deu bronze".
 
A boa campanha do tênis de mesa na Rio 2016, segundo Aloisio, pode impulsionar ainda mais a modalidade no Brasil e fazer com que a próxima Paralimpíada seja ainda mais vitoriosa.
 
"Nossa grande preocupação era com o legado e com o crescimento do esporte. O tênis de mesa era o patinho feio dos esportes. Esperamos que essas medalhas sejam uma inspiração também para outras pessoas venham para o esporte e possam entrar nessa batalha boa conosco. Foi muito legal e, quem sabe no Japão (Tóquio/2020), não temos ainda mais medalhas", concluiu.

A França (Jean-Francois Ducay, Fabien Lamirault e Stephane Molliens) ficou com o ouro e a Coreia do Sul (Young Dae Joo, Kyungmook Kim e Soo Yong Cha) com a prata.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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