Jorge Fanck e Andrews Martins mostram empolgação com novos cargos na detecção de talentos

11/06/2016 23:04

Treinadores acreditam que novas funções são grande oportunidade para crescer no tênis de mesa nacional

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 11/6/2016

Os treinadores Jorge Fanck e Andrews Martins estão entusiasmados com os novos cargos dentro da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). Enquanto, o primeiro é o coordenador nacional de detecção de talentos, o segundo é seu assistente técnico. Para eles, as suas novas funções são uma oportunidade para crescer dentro do tênis de mesa nacional.

"Para mim foi uma surpresa receber essa notícia, eu já estava dentro do processo como assistente técnico do Ricardo Faria e não esperava ser mudado. Fiquei muito feliz, porque é uma oportunidade muito boa para mostrar nosso trabalho e valor", contou o coordenador geral.

"Fiquei muito feliz e empolgado, porque lutamos muito para conseguir um espaço. Trabalhar em um projeto tão importante é muito gratificante", disse Andrews.

Ainda que contente, o assistente técnico também fez questão de lembrar os precursores das prospecções de novos talentos: Márcio Aragão, antigo coordenador nacional, e Omar Barbosa, líder de projetos da CBTM, mas que deixou de atuar diretamente com as detecções.

"Recebi a notícia com tristeza também, porque o Omar e o Aragão sairiam. Eu gostava muito deles e creio que o Fanck também. O Omar é um ótimo administrador de situações do dia a dia, já o Aragão é muito educado, sereno e que agrega bastante valor", elogiou Andrews.

Ainda sobre o novo cargo, Jorge Fanck exalta a oportunidade que eles terão de trabalhar e acompanhar atletas que têm tudo para fazer parte da seleção adulta.

"Ter a chance de trabalhar com essa garotada que vai ser o futuro do tênis de mesa brasileiro é muito gratificante. Imagina daqui a uns anos a gente vendo a Giulia Takahashi, Rafael Torino, Eduardo Tomoike, entre outros, defendendo a seleção principal e é muito legal saber que a gente fez parte dessa história", projetou.

Nas suas novas funções, Fanck e Andrews já realizaram o seu primeiro trabalho: encontrar talentos em Manaus (AM) para participarem do Programa Diamantes do Futuro, de prospecção e desenvolvimento de mesatenistas. A detecção foi realizada entre os dias 27 e 29 de maio e contou com a participação de 27 mesatenistas com idades de 7 a 11 anos.

"Foi muito legal. A receptividade deles foi ótima, todos estavam muito envolvidos e querendo fazer o melhor, além de estarem felizes pela CBTM estar lá. Os técnicos da Federação também ficaram muito contentes, porque fazia tempo que nada do tipo acontecia na região", comentou o coordenador nacional de detecção de talentos.

"Lá, nós percebemos o tamanho da responsabilidade com que estamos lidando, porque são os sonhos dessas crianças. Nós vimos os pais e técnicos abraçando a gente. Tentamos ser os mais justos o possível para não vender falsos sonhos e criar expectativas. Temos certeza que deixamos alguma coisa boa ", ponderou Andrews.

Além disso, Fanck destacou a importância do apoio, principalmente da família, em um primeiro momento, para chegar até um grande objetivo como a seleção brasileira.

"Não tem atleta de seleção sem cooperação de pais e atletas. Em Manaus, felizmente eles têm condições financeiras para investir no mesatenista e têm bons técnicos também. Tem alguns pontos a serem melhorados que orientamos e acho que isso causou um certo impacto positivo lá", disse.

Sobre o modo de aplicação nos treinamentos, os técnicos buscam trabalhar o lado psicológico dos atletas, além do físico e tático. Além disso, para eles, as aplicações do que aprenderam em cursos e intercâmbios vêm sendo essenciais nas atividades com as crianças.

"Estamos focando em começar a mudar o pensamento da molecada com o objetivo de transmitir mais a ideia de responsabilidade e comprometimento que o atleta tem de ter. Acho que isso é o principal ensinamento que estamos passando para as crianças", destacou Fanck.

O último intercâmbio realizado pelos treinadores foi na China pelo Diamantes do Futuro, em novembro de 2015. Para Andrews, essa experiência os ajudou a aplicar técnicas no programa que permitem conhecer e desenvolver melhor o atleta através de brincadeiras.

"Esses intercâmbios e nossa formação como professor ajuda bastante para trabalhar o lado cognitivo da criança e, com isso, podemos ajudá-los com tomadas de decisão, por exemplo. Além disso, nós conseguimos observar boa parte da personalidade, da técnica e da inteligência da criança brincando com elas, isso é muito Diamantes do Futuro", contou o assistente técnico.

Felizes com o momento atual de suas carreiras, os treinadores almejam mais. Para eles, seleção brasileira adulta e Olimpíadas são sonhos que pretendem um dia alcançar.

"Eu tenho um sonho de participar de alguma Olimpíadas como técnico e vou lutar muito por isso. A ideia principal, agora, é crescer junto com esses meninos e, quem sabe, estar junto com eles nesse sonho", disse Fanck.

"Meu sonho é me fixar na seleção e conseguir me tornar um treinador de alto nível a ponto de trabalhar com a seleção adulta ou ser referência para a base. Quero conquistar tudo o que não consegui como atleta, principalmente um Mundial e uma Olimpíada", finalizou Andrews.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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