Massao Kohatsu detalha aprendizados após nova experiência europeia

18/06/2016 14:44

Mesatenista passou aproximadamente cinco meses entre Dinamarca e Espanha

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 18/6/2016

Em janeiro deste ano, Massao Kohatsu atingiu sua melhor posição no ranking mundial adulto: 300º. Aos 20 anos e campeão sul-americano sub-21 em setembro de 2015, era justamente naquele mês de janeiro que ele embarcava para sua segunda experiência na Europa, focado em retornar em outro patamar.

A primeira parada foi na Dinamarca, na pequena cidade de Slagelse, com pouco menos de 40 mil habitantes e um centro de treinamento de alto nível. Os franceses Antoine Hachard (91º) e Paul Gauzy (254º), o dinamarquês Zhai Yujia (104º) e o cubano Andy Pereira (180º) eram alguns dos colegas do brasileiro nas atividades diárias.

“O nível era realmente muito alto. Eram três técnicos chineses, treino sempre em três períodos e num ritmo muito forte, com bastante treino multibolas. De acordo com o dia fazíamos também academia ou um período de jogos. Ainda sinto a diferença no meu jogo, mesmo alguns meses depois”, contou o jovem.

O convite foi feito pelo técnico da seleção brasileira, Jean-René Mounie. Ciente da responsabilidade e do tamanho da oportunidade, Massao abriu mão das férias até a data da ida, no dia 5 de janeiro.

“Eu teria um período de descanso entre o natal e o ano novo, já que disputei a seletiva para a seleção, no meio de dezembro. Mas para chegar lá na Dinamarca com ritmo de jogo, acabei treinando também. Não tive férias, foi curtir o ano novo e arrumar as coisas para viajar”, explicou.

Com forte preparação, aproveitamento na Liga Espanhola cresceu

Depois de um mês e três semanas na Dinamarca, Massao rumou para Sevilla, onde defenderia o Híspalis, clube da Super Divisão da Espanha, a principal do país. Na temporada anterior, o santista já havia defendido o clube e causado boa impressão.

“Como na última temporada eu tive uma boa relação com meu técnico, ele já tinha me convidado para voltar esse ano e me deixou bem à vontade para ir quando pudesse. Então passei esse período na Dinamarca e joguei a segunda metade da temporada na Espanha”, disse Kohatsu.

A trajetória da equipe sevillana é animadora. Em 2012, o Híspalis começou na terceira divisão e desde então, sob o comando do ténico Juan Jose Moura, foi subindo até chegar à Super Divisão, em 2015.

Após conseguir a permanência na principal Liga espanhola com a ajuda de Massao, os objetivos eram um pouco maiores este ano: conseguir disputar a ETTU Cup, segunda competição de clubes mais importante do continente, abaixo somente da Liga dos Campeões.

“Quando eu cheguei o time estava em 11º. Com as minhas vitórias eu ajudei a equipe e terminamos em 9º. Nosso objetivo era terminar entre os seis primeiros e ficamos só a dois pontos do sexto colocado. Tive um aproveitamento de 75%, contra 50 do ano passado, então foi uma boa melhora”, destacou Massao, que venceu 12 de 16 partidas disputadas.

Entre os momentos marcantes defendendo as cores do clube espanhol, Massao aponta o duelo contra a UCAM Cartagena, que viria a ser campeã no fim da temporada – principalmente a vitória sobre o espanhol Jesús Cantero (172º), por 3 a 2.

“O jogo mais legal foi contra Cartagena, que tem estrangeiros contratados, é uma equipe com recursos. Estávamos em décimo, mas conseguimos fazer um jogo parelho, porque ganhei do Cantero. Também joguei contra o He Zhiwen (71º) depois e foi mais difícil do que eu pensava”, ressaltou.

De volta ao Brasil, Massao já se sagrou campeão brasileiro de duplas (com Hideo Yamamoto) e terceiro colocado na categoria juventude (sub-21) em Fortaleza (CE), e campeão juventude na Copa Brasil em Piracicaba (SP).

Com muito pela frente, o mesatenista, que também reflete sobre a possibilidade de retomar o curso de administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo (SP), sonha com a seleção brasileira, mas sempre com os pés no chão.  

“O meu objetivo tem que ser a longo prazo. Se teve uma coisa que aprendi na Dinamarca é que a única opção é trabalhar muito duro, todos os dias, com o objetivo certo do que você quer fazer, seja em qualquer lugar”, concluiu.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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