Medalhista de prata na Rio 2016 e eleito melhor mesatenista paralímpico, Israel Stroh avalia ano: 'Foi histórico'

22/12/2016 18:06

Atleta afirma que essa foi melhor época da vida e lembra todo o esforço até a conquista da tão sonhada medalha

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 22/12/2016


Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB
Medalhista de prata na Classe 7 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e eleito o melhor mesatenista da temporada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Israel Stroh conseguiu definir o ano dele em apenas uma palavra: histórico! O atleta, que foi o primeiro medalhista da modalidade em uma disputa individual de Paralimpíada, afirmou ter se tratado da melhor época da vida e ressaltou que subir ao pódio foi a tradução de todo o esforço durante um ciclo.

Jornalista por formação, Israel Stroh dedicou-se durante alguns anos a escrever sobre esporte, mas passou de transmissor das notícias a personagem das pautas. Decisão que ele não se arrepende e que se mostrou acertada, para o bem do tênis de mesa brasileiro.

"Foi um ano histórico, muito especial, melhor ano de toda a minha vida profissional, seja como atleta, seja como jornalista. A gente trabalha muito, passa por muitas dificuldades que as circunstâncias trazem. Mas, quando a gente consegue traduzir todo esse esforço em resultado, ainda mais em uma medalha de prata nas Paralimpíadas, é muito legal", disse.

Stroh não conseguiu chegar ao lugar mais alto do pódio - perdeu a final para o britânico John Bayley, número 1 do mundo, por 3 sets a 1 -, mas isso, segundo ele, só dá ainda mais ânimo para esse novo ciclo olímpico, visando Tóquio/2020, onde pretende alcançar objetivos ainda maiores.

"Apesar de ser contraditório, a medalha de prata me fez sonhar muito com o ouro nesse próximo ciclo. Não somente a medalha de ouro, mas também, a primeira colocação no ranking mundial, um título mundial, pois seria um feito que o Brasil ainda não alcançou. Talvez, se eu tivesse conquistado o ouro em 2016, eu não teria essas perspectivas, talvez eu estivesse com a sensação de dever cumprido. Veio um resultado gratificante, mas ainda não foi o 100%", disse ele, que completou:

"Estamos prestes a entrar em um novo ciclo e eu estou sonhando em colocar o Brasil ainda mais na história do tênis de mesa. Quero trabalhar muito nesses quatro anos para o Brasil ter o primeiro medalhista de ouro em Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Vou fazer de tudo para transformar mais esse sonho em realidade".

Ao ser questionado sobre ser um dos grandes nomes do tênis de mesa em um momento que a modalidade demonstra crescimento, Israel salientou que isso virá com o tempo e garantiu que um dos grandes responsáveis pelo atual momento do esporte é Hugo Calderano, atual número 21 do ranking mundial, mas espera também ajudar de alguma forma e, quem sabe, também elevar ainda mais o tênis de mesa:

"Acho que isso é uma coisa mais gradativa, o grande responsável por isso, hoje, é o Hugo Calderano. Ele é, não somente um grande atleta, mas também, uma personalidade do esporte, assim como foi o Hugo Hoyama enquanto atleta ativo. Ele é um atleta de apenas 20 anos e já construiu toda a sua carreira internacionalmente. No esporte paralímpico, eu estou começando essa história agora e espero que eu consiga levantar essa bandeira também".

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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