Medalhista na Rio 2016, Danielle Rauen visita hospital onde fez tratamento: 'Passar a força que já precisei ter'

09/11/2016 13:20
Atleta de 18 anos se emocionou em encontro com pequena fã e também renovou as energias ao ver a esperança dos pequenos pacientes

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 09/11/2016

Fotos: Maria Fernanda Schneider/Hospital Pequeno Príncipe
 
O bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio e o topo do ranking na Classe 9 do Brasil foram alguns dos triunfos de Danielle Rauen neste ano. E mesmo após a temporada nacional se encerrar, no último fim de semana, com o Campeonato Brasileiro SAN-EI de Verão, ela continuou conquistando troféus. Desta vez, porém, nada tem a ver com pódios ou medalhas, mas com sorrisos, abraços e gratidão. Nesta semana, a atleta visitou o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), e fez a alegria das crianças que, assim como ela em outrora, buscam algo que dê esperança de continuar lutando pela vida.
 
Diagnosticada com artrite idiopática juvenil (doença inflamatória crônica que atinge uma ou várias articulações), Dani Rauen frequentou o hospital há 13 anos. A menina, que antes corria pelos corredores e até apostava corrida em cadeira de rodas, se tornou uma atleta de sucesso e fez questão de mostrar a medalha de bronze e o Tom - mascote da Paralimpíada - para os pequenos como uma forma de passar estímulo a eles.
 
"Sempre tive o desejo de fazer essa visita pelo carinho que tinha por todos que trabalham lá e por todo o trabalho que eles fazem com as crianças, que enfrentam uma rotina dura de consultas, medicações... Eu me recordo de quando tinha uns cinco, seis anos e andava por aqueles corredores entre os diversos exames e medicamentos. Conversar com essas crianças foi muito emocionante. Transmitir para elas um pouco de força que um dia eu também precisei ter. Ver o sorriso no rosto de cada um foi muito gratificante", disse. 
 
Com 18 anos, Dani Rauen serve de inspiração para muito daqueles pacientes. Com carinho e sem esconder a emoção, ela lembra quando uma pequena fã foi atrás dela ao saber que a medalhista paralímpica estava no hospital.
 
"Tem uma menininha que faz quimioterapia e que é da minha cidade, de São Bento do Sul (SC). Ela, atualmente, precisa de transplante de medula óssea. Eu queria encontrá-la porque disseram que ela era minha fã. Chegando ao hospital, perguntei qual era o quarto dela e, do nada, ela apareceu atrás de mim com a mãe. Quando ela me viu, colocou a mão no rosto e começou a chorar. Para mim, foi um momento muito emocionante", recordou Dani, que completou:
 
"Outro momento que mexeu bastante foi quando entrei na ala de quimioterapia e de diálise, onde vi aquelas crianças sofrendo, mas com alegria no rosto e uma força ao pensar em um amanhã melhor. Apesar da situação complicada, elas têm projetos para o futuro, pensam no que querem ser... Quem gosta de esporte até falou que queria ser igual a mim. Elas têm muita esperança no coração delas!".
 
Durante a passagem pelo Hospital Pequeno Príncipe, um encontro especial. Dani esteve com a reumatologista Márcia Bandeira, que é a responsável pelo tratamento dela e por quem demonstra muito afeto.
 
"Queria deixar um agradecimento especial ao Pequeno Príncipe, às pessoas que lá me receberam muito bem e também à doutora Márcia, que é minha médica e sempre me ajudou muito", ressalta.
 
Na tentativa de levar novas perspectivas àquelas crianças, ela também saiu com as energias renovadas. A atleta garante todo o esforço possível para manter os bons resultados e conseguir ir ainda mais longe na próxima temporada. 
 
"Espero chegar com muito mais força que cheguei esse ano, mais focada. Espero atingir todos os objetivos e chegar mais forte. Conquistar mais resultados. Espero representar o Brasil e da melhor forma e continuar sendo a melhor da minha categoria. Quero continuar seguindo em frente", assegurou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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