Mundial por Equipes: Com objetivos diferentes, técnicos fazem balanços positivos da primeira fase

02/03/2016 18:59

Jean-René Mounie e Hugo Hoyama apontam mais pontos positivos em seus comandados durante a fase de grupos na Malásia

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 02/03/2016

A seleção brasileira encerrou, nesta quarta-feira (2), sua participação na fase de grupos da primeira divisão, com o time feminino, e na segunda divisão, com o time masculino, do Mundial por Equipes. Em Kuala Lumpur, na Malásia, os técnicos Jean-René Mounie e Hugo Hoyama terminaram satisfeitos, mesmo com os resultados diferentes.

Os comandados do treinador francês disputaram cinco jogos, contra Holanda, Bélgica, Irã, Canadá e Tailândia. No fim foram cinco vitórias, a liderança do grupo E e a consequente classificação direta para as quartas de final, evitando passar pelas oitavas.

“Só podemos ficar satisfeitos, porque terminamos em primeiro no nosso grupo que era perigoso, com equipes como a Bélgica e o Irã, de bom nível”, comemorou o treinador, antes de fazer uma análise de cada componente do time.

O primeiro foi Gustavo Tsuboi, que passou quatro meses afastado dos treinos e foi para o Mundial após ter atuado em uma partida da Liga Alemã, após o retorno.

“Tsuboi está evoluindo e melhorando a cada dia. Falta pouco tempo para encarar muito bem o Mundial, mas a parte positiva é que está com saúde, sem dor”, disse o técnico.

Com o mesatenista de melhor ranking do Brasil sento utilizado com alguma cautela, Thiago Monteiro e Cazuo Matsumoto atuaram mais neste Mundial. E como era de se esperar, corresponderam na mesa, contribuindo diretamente para o sucesso da primeira fase.

“Estou sentindo que o Thiago está bem preparado, tem um bom nível, só falta um pouco de regularidade. Mas sei que com a experiência e a vontade diferente que ele tem, vai crescer ainda mais durante a competição”, analisou Jean-René, antes de completar, sobre Cazuo.

“Cazuo se mostra bem regular, então durante a fase de grupos já pude ver que ele está em um bom momento e totalmente dentro da competição”, destacou.

Vivendo grande momento em 2016, quando só perdeu uma vez – para Timo Boll (9º colocado no ranking mundial) -, Hugo Calderano vem demonstrando a fase com resultados. Ele venceu suas sete partidas, cedendo apenas um set durante toda a primeira fase na Malásia.

“Até agora estou muito satisfeito com o Hugo. O que eu gostaria de destacar é que mesmo sabendo que está atualmente num nível acima dos adversários, ele está muito focado e no caminho certo para terminar fazendo um grande Mundial”, apontou o francês.

A seleção aguarda o resultado do jogo entre Bélgica e Eslováquia, amanhã, para saber seu adversário nas quartas de final, que será disputada na sexta-feira (4), às 2h (horário de Brasília).

Estreante na elite, experiência faz time feminino crescer e expõe qualidade

O time feminino, por sua vez, veio para a disputa do Mundial por equipes para adquirir bagagem e tentar se manter na primeira divisão. E mesmo perdendo os cinco jogos da primeira fase, o saldo permanece positivo.

“Eu acho que valeu muito o ritmo dos primeiros jogos, para que a equipe chegasse no último compromisso e todo mundo se soltasse. Nós conversamos muito para que elas confiassem mais na capacidade delas”, contou o técnico Hugo Hoyama.

Ele se refere ao confronto contra a Tailândia, perdido nos detalhes, por 3 partidas a 1. E ele não foi o único revés decidido nos detalhes: na terceira rodada, contra a tricampeã europeia Alemanha, as brasileiras também fizeram bonito e foram superadas somente no quinto duelo.

Além destas, Lin Gui, Caroline Kumahara, Bruna Takahashi e Ligia Silva também encararam as fortes equipes do Japão e Coreia do Norte, candidatas ao título, e a Sérvia – todas perdidas por 3 partidas a 0.

“Na fase seguinte, se a gente jogar dessa maneira que jogamos contra a Tailândia temos muito mais chances de ganhar. Vamos lutar para nos manter na primeira divisão”, afirmou o treinador.

Após conquistar na mesa a vaga na elite do tênis de mesa pela primeira vez, a equipe verde e amarela está se adaptando aos confrontos que dão pouca margem para erro.

“É difícil, algumas levaram algum tempo para se acostumar, enquanto outras conseguiram soltar o jogo mais desde o início, mas isso é natural e agora é nos mantermos concentrados para a próxima fase, tirar o que teve de positivo”, incentivou o Hoyama, lembrando que o foco nunca poderia ser o título ou o pódio – ainda há trabalho a ser feito.

“Nunca tivemos uma oportunidade como essa, de jogar contra as melhores equipes do mundo. O nosso principal objetivo aqui na primeira divisão era de jogar o melhor possível, o mais concentrado e soltando o jogo”, concluiu.

A seleção feminina encara os Estados Unidos pelos playoffs que decidem as posições do 13º ao 24º lugar, na madrugada desta quinta-feira, às 2h (horário de Brasília).

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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