Novo técnico da seleção paralímpica andante, Raphael Moreira afirma estar realizando sonho e fala em aliança com a ciência

17/01/2017 13:09

Jovem quer realizar monitoramento dos treinamentos e lembra amizade com Israel Stroh, com quem vai trabalhar

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 17/01/2017
 

Ao completar 23 anos, Raphael Moreira recebeu o melhor presente de aniversário que poderia ter: a confirmação de que havia passado no processo da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e seria o novo treinador da seleção brasileira paralímpica de andantes. Segundo o jovem, que é formado em Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), assumir o cargo é a realização de um antigo sonho.
 
Rapahel Moreira assumiu o lugar deixado por Paulo Camargo, que foi o treinador até o fim da última temporada, tendo participado da preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
"Quando recebi o e-mail para participar do processo, veio uma grande alegria, pois vi que era um cargo que sempre sonhei. Desde quando entrei na faculdade, pensava em trabalhar com alto rendimento no tênis de mesa. Claro que teve uma apreensão, mas fui cumprindo as etapas e já sonhando com o trabalho. Quando veio a notícia de que a vaga seria a minha, caso aceitasse, foi uma enorme alegria. E recebi a notícia dois dias antes do meu aniversário, que foi no último domingo (15). Foi o melhor presente que já tive, por estar realizando um sonho", disse. 
 
O novo comandante quer implementar algumas novidades no trabalho da seleção brasileira, como uma aliança entre esporte e ciência, tirando o que há de melhor do atleta e buscando resultados ainda melhores nas competições que estão por vir.
 
"No Brasil, houve uma grande evolução técnica, até por conta dos inúmeros intercâmbios que treinadores e atletas estão realizando. Se tem uma grande troca de informações que ajudam nisso também, mas o que aprendi na faculdade, e quero colocar em prática, é quanto ao planejamento do treino. Falo de como treinar, o que treinar, quando treinar, tudo em busca de um melhor desenvolvimento. É a questão de monitoramento de treino que quero trabalhar. Hoje, há ferramentas que nos permitem ver como está o atleta naquela semana e o que seria melhor para ele neste período. Minha intenção é a periodização e monitoramento dos treinos, em parceria com a faculdade, trazendo este aspecto para o tênis de mesa paralímpico", avisou.
 
Raphael assume a seleção na temporada em que começa o ciclo olímpico visando Tóquio/2020 e ressalta a responsabilidade que terá, apontando que vai buscar grandes resultados nos próximos anos, mas com o foco maior no Japão:
 
"O ideal é trabalhar com a equipe durante o ciclo inteiro e é isso que vai acontecer, mas não estou pegando um trabalho do zero. Esses atletas estão vindo de resultados muito bons e vamos trabalhar nestes próximos anos para que a gente atinja o ápice em Tóquio. Vou aproveitar tudo aquilo que eles já sabem. Claro que vamos entrar em todas as competições pensando nas vitórias e nos títulos, mas nosso objetivo maior é conseguir grandes resultados em Tóquio."

O treinador terá a oportunidade de comandar Israel Stroh, com quem tem uma relação de mais de uma década. Stroh, inclusive, era um dos atletas alvos de admiração quando Raphael deu os primeiros passos no tênis de mesa. Dali, nasceu uma amizade que dura até os tempos atuais, fazendo com que Israel fosse um dos primeiros a saber quem seria o novo técnico da seleção de andantes.
 
"A Jennyfer (Parinos) e o Israel (Stroh) treinavam no mesmo lugar que eu quando eu era atleta. Quando comecei a treinar tênis de mesa, aos 10 anos, o Israel jogava no olímpico e era um dos melhores. Então, eu gostava muito dele. Depois, ele parou e eu engrenei. Ele voltou, virou medalhista paralímpico e eu fui estudar, mas sempre um acompanhando o outro. Depois de quase 13 anos, vamos ter a oportunidade de trabalhar juntos. Acredito que vai ser muito legal. Ele foi uma das primeiras pessoas para quem contei a novidade e ficou muito feliz", finalizou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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