Boas recordações do Parapan de 2007 viram 'combustível extra' para mesatenistas brasileiros na Rio 2016

03/09/2016 11:54
Iranildo Espíndola e Claudiomiro Segatto recordam da competição de anos atrás, onde tiveram companhas vitoriosas
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 03/09/2016

Foto: Fernando Maia/CPB/MPIX
 
Estar no Riocentro, para muitos da seleção brasileira paralímpica de tênis de mesa, representa a fase final de preparação e causa um frio na barriga pela proximidade dos Jogos. Porém, para alguns atletas, traz ótimas recordações, que serão usadas, inclusive, como combustível na luta por um bom resultado na Rio 2016. Da atual delegação, Iranildo Espíndola, Joyce Oliveira, Welder Knaf e Claudiomiro Segatto atuaram no Parapan de 2007, que também teve o Rio como cidade-sede e o Riocentro como locais das partidas.
 
E inspiração é o que não falta! À época, todos os quatro subiram, ao menos uma vez, no pódio. Iranildo (foto) levou dois ouros na competição, um no individual - classe 2 -, e outro por equipes, ao lado de Francisco Sales e Hemerson Kovalski - equipe 1-2. Claudiomiro Segatto também foi duas vezes ao lugar mais alto do pódio, uma no individual - classe 5 -, e outra por equipe, juntamente com Roberto Alves - equipe 5.
 
Já Welder Knaf, ficou com a prata no individual - classe 3 - ao perder a final para o também brasileiro Luiz Algacir. Por outro lado, levou ouro na disputa por equipes, em parceria com Jocerlei Silva e Luiz Algacir - equipe 3. Joyce Oliveira, por sua vez, estreava em Parapan-Americanos e conseguiu um bronze por equipes com Maria Passos e Sônia Oliveira - equipe 4 e 5. O saldo brasileiro foi 26 medalhas, sendo 11 de ouro, sete de prata e oito de bronze
 
"Quando cheguei, bateu uma lembrança muito gostosa. Em 2007, o Parapan foi aqui e eu estava em uma situação muito difícil na carreira, com problema de lesão, um pouco desacreditado, mas consegui duas medalhas de ouro e me classifiquei para Pequim (Paralimpíada 2008). Aqui, eu me sinto bem. Cheguei, dei uma olhada, fiz alguns registros e recordei de quando estava aqui. Isso, com certeza, motiva ainda mais. Ao chegar no quarto, vou dar uma olhada nas fotos e vídeos que fiz, concentrar e tentar trazer as coisas positivas que aconteceram naquele ano para, quem sabe, conseguir repetir as atuações" disse Iranildo, que completou:
 
"Estamos em casa, a torcida vai estar junto... Isso, para a gente, é motivo de alegria. Esse fator torcida vai ser um ânimo a mais para todos nós fazermos bons jogos e chegarmos o mais longe possível. A medalha está ao alcance de todos. Temos de acreditar. Sabemos que há países de muita tradição no tênis de mesa, mas nós estamos bem preparados. Tivemos um bom ciclo, o que no dá tranquilidade para saber que vamos disputar uma medalha, não apenas participar de um evento"
 
Claudiomiro Segatto não escondeu a emoção ao lembrar 2007, ano que considera um divisor de águas na carreira. Ao falar sobre as conquistas, faz questão de ressaltar até mesmo a comemoração, para mostrar o quanto aquele Parapan ficou marcado. Ele espera poder repetir, na Cidade Maravilhosa, o desempenho que teve outrora para fazer com que 2016 também se torne uma ótima recordação.
 
"A minha história no tênis de mesa tem duas etapas, uma antes de 2007 e outra depois. Quando soube que seria aqui no Riocentro novamente, pensei: "Nossa! É um lugar que me marcou no tênis de mesa". Foi aqui que conquistei minha primeira vaga para a Paralimpíada. Tem uma história bacana com esse local. Quando entrei aqui (arena de jogo), já foi uma adrenalina, uma emoção diferente. Até outros atletas que também estavam aqui em 2007 me perguntaram: "Você lembra daquela mesa?". Foi na última mesa, quando conquistei ponto da vitória, que acabei saindo da cadeira e subindo na mesa. Foi uma emoção que nunca senti outra igual. Espero sentir isso aqui, no mesmo local e, quem sabe, conquistar mais um resultado expressivo. Espero chegar bem, fazer bons jogos e conseguir bons resultados. O ambiente, o fato de estar em casa, com certeza, vai trazer energia bacana e nos ajudar", garante.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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