Projeto do Sest Senat colhe frutos após um ano de trabalho e paixão pelo tênis de mesa

17/06/2016 21:25

Ex-mesatenista Afonso Valente é quem comanda as atividades na unidade São Vicente (SP)

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 17/6/2016

Em junho de 2015, o ex-mesatenista Afonso Valente, entusiasta da modalidade e membro da seleção brasileira no início da carreira, recebeu um grande presente: a oportunidade de trabalhar com o esporte que tanto ama e mudar a vida de inúmeros jovens. Tudo isso através de projeto do Sest Senat (Serviço Social do Transporte / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), que atende 85 crianças de 8 a 15 anos.

“Eu tinha uma academia em Santos, mas apareceu essa iniciativa de criar um polo olímpico aqui em São Vicente e eles optaram pelo tênis de mesa. Eu dava aula para um médico, amigo do diretor, que me indicou. As crianças não pagam absolutamente nada”, destaca o técnico.

Aos 60 anos e confortável com a aposentadoria que recebe após os anos de trabalho na Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), tudo que Afonso não queria era passar o tempo livre descansando.

“O pessoal me chamava de louco. ‘Você é aposentado e fica com esse negócio de tênis de mesa o tempo todo’, mas eu respondia ‘vou ficar em casa fazendo o quê?’”, diverte-se, antes de se emocionar.

“Tem uma frase do Ayrton Senna que ele diz ‘faça as coisas com amor, dedicação e fé em Deus que um dia você chega lá’ (pausa). A emoção às vezes vem, porque eu sempre fiz porque amo o tênis de mesa e isso caiu no meu colo”, ressaltou.

E os treinamentos diários no espaço de 150 metros quadrados e cinco mesas já mostram alguns resultados. Na última edição da Copa Brasil, em Piracicaba (SP), Giovanna Grillo foi campeã do Rating O e da categoria mirim – na segunda, superou Giulia Takahashi, atual campeã sul-americana pré-mirim.

“A Giovanna está a dois anos comigo, desde Santos. É uma menina com talento, que ama jogar e treinar. Aqui temos também o Caíque, que eu brinco chamando de Waldner, é muito talentoso. E vários outros que estão surgindo”, comemora Afonso Valente.

O “Waldner de São Vicente”, Caíque Santana, de oito anos, foi até as quartas de final na sua categoria, o pré-mirim, e às oitavas no mirim, uma acima. Se ainda ficou fora do pódio nesta ocasião, as conquistam do esporte lhe proporcionaram são comemoradas pelo técnico.

“A mãe do Caíque falou que o tênis de mesa mudou a família dela, que antes ele a irmã brigavam, mas hoje os dois jogam e se dão bem. Isso não tem dinheiro que pague”, disse Valente.

Esperançoso com o futuro do projeto, que até o final do ano se mudará para outro local, dentro do próprio Sest Senat, com 200 metros quadrados, o treinador valoriza cada lição que lhe foi dada pelo tênis de mesa e é repassada aos jovens aspirantes.

“Só de você colocar o pensamento de que eles também podem, já vale a pena, fazê-los despertar para conquistas. Eu falo para eles sonharem, correrem atrás. Estamos criando uma mentalidade muito boa”, finalizou.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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