Seleção masculina faz balanço da Rio 2016 e Calderano afirma: 'Estou feliz'

13/08/2016 12:26
Cazuo Matsumoto avisou que vai lutar para estar em Tóquio/2020 e Gustavo Tsuboi foi sincero ao falar sobre a própria participação
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 13/08/2016
 
Foto: Christian Martinez
 
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 acabaram para a seleção masculina de tênis de mesa na noite da última sexta-feira, ao perder por 3 a 0 para a Coreia do Sul na competição por equipes. Porém, a sensação, no geral, é de dever cumprido. No individual, com Hugo Calderano, o retorno às oitavas de final, algo que não acontecia desde Atlanta/1996, com Hugo Hoyama - até então a melhor campanha de um brasileiro na modalidade. Nas equipes, muita luta para bater uma das favoritas ao título e tendo bons momentos, como a atuação de Cazuo Matsumoto contra Jeoung Youngsik, no segundo jogo. 
 
E mais do que qualquer medalha, a Rio 2016 ficará marcada como a competição que fez a torcida vibrar e chorar com o tênis de mesa. A cada ponto do Brasil, o Riocentro se transformava em um caldeirão, prova do potencial que a modalidade tem em nosso país. E Hugo Calderano será um dos nomes que ficará marcado após os Jogos.
 
"A Olimpíada foi muito boa para mim. Na equipe, não tivemos muitas chances, eles foram superiores. Demos o nosso melhor, mas não conseguimos. Já no individual, alcancei minha meta, que era competir contra os melhores do mundo. Ganhei do número 32 (sueco Par Gerell), do 15 (Tang Peng, de Honk Kong) e fiz um jogo de igual para igual, que podia até ter vencido, contra o número 6 (japonês Jun Mizutani). Outro objetivo que eu tinha era popularizar um pouco mais o tênis de mesa, fazer o pessoal conhecer um pouco mais do esporte e acho que consegui isso. Muita gente está falando que nem conhecia e, depois que viu os jogos, virou fã. Estou feliz", disse o jovem de 20 anos.
 
Cazuo Matsumoto, que fez a estreia em Jogos Olímpicos e jogou no torneio de equipes, também avaliou a Rio 2016 de maneira positiva, avisando que vai brigar para estar em Tóquio/2020.
 
"Acho que reagi bem, me senti bem (jogo contra Jeoung Youngsik, da Coreia do Sul). Consegui fazer o meu melhor, ainda mais com um jogador que está praticamente ali no top 10. Apesar de o estilo de jogo dele ser diferente, que não se encaixa muito com o meu, consegui empatar em 1 a 1 e, no terceiro set, ainda ficar 8 a 8. Acho que foi bom, saio feliz. Foi minha primeira Olimpíada e vou lutar para que não seja a última. No começo do mês que vem já começa a Liga na Polônia, então, não terei muito tempo para comemorar, mas defender o meu país foi uma satisfação enorme", ressalta. 
 
Por outro lado, nem todo mundo deixa a Rio 2016 completamente satisfeito. Gustavo Tsuboi, que foi eliminado na primeira rodada do individual após derrota parar Jianan Wang, chinês naturalizado pelo Congo, por 4 sets a 0, e atuou nas duplas na disputa por equipes, foi sincero ao analisar a própria participação nos Jogos e não escondeu o descontentamento.
 
"Pessoalmente, tive um choque no individual. Esperava ter jogado em um nível melhor. Não só eu, mas muita gente sabia que eu poderia ir mais longe. Sei que ficaram decepcionadas. E, acima de tudo, eu fiquei bastante chateado. É uma vida inteira dedicando-se ao esporte, abdiquei de muitas coisas para poder estar na seleção. O atleta fica bem para baixo depois de uma performance não esperada. Então, para mim, foi uma Olimpíada difícil, mas tive o apoio da minha namorada, da minha família e também do técnico Jean-René para me recuperar e jogar nas equipes, onde, infelizmente, pegamos a Coreia, uma das melhores seleções do mundo", lembrou.
 
A seleção feminina também deu adeus à Rio 2016 após a primeira rodada da competição por equipes. As nossas meninas encararam a China, que chegou a Cidade Maravilhosa como uma das mais cotadas ao ouro e, apesar da briga, acabaram derrotas por 3 a 0. A delegação deixará a Vila Olímpica na manhã deste domingo.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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