Um ano da Rio 2016: Natural da China, Lin Gui celebra chance de ter jogado 'em casa'

04/08/2017 17:29

Naturalizada desde 2012, ela se emociona ao lembrar apoio dos brasileiros

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 07/08/2017

Foto: Christian Martinez / RGB Studios / CBTM

Lin Gui nasceu em Nanning, na China, a mais de 17 mil quilômetros do Rio de Janeiro. Porém, ao recordar a participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a palavra “casa” aparece inúmeras vezes no discurso da mesatenista, fato que a faz se considerar uma privilegiada.
 
Lin, que atualmente tem 23 anos, chegou ao Brasil com 12 anos, após convite para um intercâmbio. Naturalizou-se em 2012 e esteve na delegação verde e amarela em Londres/2012, mas a Rio 2016 é inigualável, segundo ela.
 
“Foi uma sensação muito boa e uma experiência única poder participar de uma Olimpíada em casa. Quando entramos no ginásio, aquele povo todo gritando “Brasil”. Foi muito emocionante. Só de lembrar, dá até arrepio (risos)”, disse a atleta, que completou:
 
“Quando entrei no ginásio, pensei ‘Meu Deus!’. O ginásio estava todo torcendo por mim. E quando o jogo acabou, todos gritaram o meu nome. Isso foi uma sensação única e muito legal. Acho que nunca mais vai acontecer algo dessa forma”.
 
Além do calor da torcida, a batalha para conquistar os bons resultados é uma das principais lembranças que Lin leva da Rio 2016.
 
“A experiência e prazer de lutar. Em uma Olimpíada, qualquer jogo é difícil. Chegar a uma Olimpíada já é muito difícil. Mas esse é o espírito do esporte, de lutar e sempre tentar alcançar os objetivos. Isso para mim é muito significante. Não é qualquer atleta que tem essa oportunidade de jogar uma Olimpíada em casa. Sou nova, estive em duas Olimpíadas e em uma delas, no Rio de Janeiro”, salientou.
 
Os Jogos Olímpicos do ano passado também fizeram Lin evoluir em outros aspectos do tênis de mesa. Ela se diz, agora, com a cabeça mais tranquila, o que tem ajudado nas atuações à mesa.
 
“O que eu acho que mudou foi, principalmente, a minha cabeça. Estou mais tranquila hoje. A Olimpíada do Rio era um dos maiores objetivos da minha vida. Desde que me naturalizei, tinha colocado esse objetivo. E desde então, neste um ano, cresci bastante”, garantiu.
 
No torneio individual, Lin estreou contra a espanhola Galia Dvorak e venceu por 4 sets a 2. Já na segunda rodada, a mesatenista foi superada pela romena Elizabeta Samara. Por equipe, quando atuou com Caroline Kumahara e Bruna Takahashi, Lin perdeu para a chinesa Shiwen Liu por 3 sets a 0 e, depois, com Carol Kumahara, perdeu para a dupla Shiwen Liu e Ding Ning, pelo mesmo placar.
 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 

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