Jogos Paralímpicos: Valeu, guerreiro! Israel Stroh faz jogo duro com britânico, mas perde final e fica com a prata da Classe 7

12/09/2016 12:37
Foto: Alexandre Urch/ CPB/ MPIX
 
Brasileiro deixou decisão de cabeça erguida, lembrou campanha e garantiu que medalha tem gosto de ouro
 
Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 12/09/2016
 
Ao subir no pódio, Israel Stroh entrou para a história do tênis de mesa brasileiro. Pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos, um atleta da modalidade faz com que a bandeira do país fosse hasteada entre as três primeiras em uma disputa individual. Na manhã desta segunda-feira, ele disputou a final da Classe 7 contra o britânico William Bayley, atual número 1 do mundo, e fez uma partida equilibrada, mas acabou perdendo por 3 sets a 1 (11/9; 5/11; 11/9 e 11/4), ficando com a medalha de prata.
 
Apesar do resultado, Israel era só sorrisos após a partida. Ele admitiu que alguns erros cometidos durante o confronto pesaram na luta pelo ouro, mas garantiu que a medalha de prata tem um sabor muito especial. 
 
"Eu não acho que tenha sido uma das melhores finais, também não foi das piores. O que faltou foi aproveitar as oportunidades. No quarto set, acho que senti a perda de terceiro. Mas foi uma satisfação enorme. Será uma competição que vai ficar marcada para sempre na memória. Essa medalha tem gosto de ouro porque não tem medalha mais forte que o ouro. Se tivesse, teria o sabor dessa. Foi uma sensação muito boa! Eu não era favorito, a gente veio surpreendendo rodada a rodada. Foi muito difícil! Se ganhar o ouro em Tóquio, acho que não será a mesma coisa. Jogamos em casa, com a energia da torcida. Então, foi melhor que ouro", disse.
 
Para chegar à final, Israel teve uma campanha primorosa, tendo vencido o próprio Bayley na estreia da fase de grupos e, posteriormente, os números três (Mykhaylo Popov), dois (Maksym Nikolenko) e cinco do mundo (Shuo Yan), nas oitavas, quartas e semifinal, respectivamente.
 
"Foi mais do que esperavam de mim, talvez. Por conta de alguns resultados no ciclo olímpico, cheguei acreditando que poderia fazer uma boa campanha. Quando, na estreia, ganhei do agora campeão olímpico, William Bayley, pensei que poderia estar no páreo. Fui indo, só não consegui ganhar duas vezes do melhor do mundo (risos). A medalha de ouro está merecida e a de prata também", afirmou ele, que completou:
 
"A cada jogo, eu procurava esquecer o peso que os jogos tinham, mas acho que na final não consegui fazer isso e senti um pouco a responsabilidade de estar jogando uma decisão de Paralimpíada, mas faz parte do contexto".
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

Siga a CBTM nas redes sociais:

FACEBOOK: www.facebook.com/cbtenisdemesa
TWITTER: www.twitter.com/cbtm_tm
INSTAGRAM: @cbtenisdemesa

iDigo | Assessoria de comunicação CBTM
imprensa@cbtm.org.br