Jogos Paralímpicos: vem, medalha! Equipe feminina Classe 6-10 vence Austrália e fica com o bronze

17/09/2016 14:51

Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos protagonizaram a terceira conquista do tênis de mesa nesta Rio 2016

Alexandre Araújo, no Rio de Janeiro - 17/09/2016

Fotos: Francisco Medeiros/Ministério do Esporte

Mais uma medalha para o tênis de mesa brasileiro! A equipe feminina Classe 6-10, formada por Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, bateu a Austrália de Melissa Tapper e Andrea Mcdonnell por 2 a 0 e garantiu o bronze! Essa foi a terceira conquista da modalidade nestes Jogos Paralímpicos - Israel Stroh já havia vencido a prata no individual da Classe 7 e Bruna Alexandre o bronze no individual na Classe 10.
 
Até a Rio 2016, a única medalha do tênis de mesa em uma Paralimpíada havia sido uma prata em Pequim/2008, conquistada na competição por equipes da Classe 3, por Welder Knaf e Luiz Algacir.
 
A partida de duplas foi muito equilibrada. As australianas começaram melhor o primeiro set, mas Bruna e Danielle conseguiram recuperar e por pouco não levaram. A melhora no desempenho deu frutos no segundo e terceiro set, ambos vencidos pelas brasileiras. Porém, no quarto set, Melissa Tapper e Andrea Mcdonnel voltaram a ter uma boa apresentação e levaram o confronto para o quinto set. Na hora da decisão, as brasileiras contaram com o apoio da torcida e venceram o duelo por 3 sets a 2 (11/13; 11/9; 11/4; 11/13 e 11/2).
 
Bruna Alexandre voltou à mesa para encarar Melissa Tapper, australiana que também participou dos Jogos Olímpicos, e já deu logo o cartão de visitas ao vencer o primeiro set sem grandes dificuldades. Tapper mudou um pouco o estilo e conseguiu estar na frente no segundo set, mas Bruna virou e concretizou uma grande vantagem para a medalha. No terceiro e decisivo set, a brasileira manteve a superioridade e garantiu o lugar no pódio após vitória por 3 a 0 (11/7; 11/9 e 11/8).
 
Logo depois do 11º ponto, o técnico Paulo Camargo explodiu de alegria, correu e abraçou Bruna Alexandre. Danielle Rauen e Jennyfer Parinos também foram até a companheira e toda a equipe celebrou a medalha.
 
"Ele quase me matou! (risos) Estou muito feliz. A torcida nos apoiou bastante. Quando estávamos perdendo, eles nos empurraram e nos ajudaram muito. Isso tudo é fruto do trabalho feito dia a dia em todo esse ciclo", afirmou Bruna, que sai da Rio 2016 com duas medalhas.
 
O treinador ressaltou que a comemoração efusiva foi porque sabia que o bronze era mais uma das conquistas alcançadas após todo o tempo de trabalho visando estes Jogos Paralímpicos.
 
"Fizemos o máximo possível para conseguir coisas positivas. Jogamos atentos e conseguimos o resultado. E isso vem depois de todo o trabalho intenso que fizemos e muita dedicação nossa. Fomos galgando isso durante todo o período de preparação, pouco a pouco, para chegarmos aqui e conseguirmos alcanças os objetivos", disse Paulo.
 
Com apenas 18 anos, Danielle Rauen admitiu o nervosismo no começo da disputa pelo bronze, lembrando que uma partida decisiva sempre tem um grande peso. Ela chegou também à semifinal individual da Classe 9, porém, acabou derrotada pela polonesa Karolina Pek.
 
"Senti uma pressão grande, mas quando ganhamos a partida de duplas, ficamos um pouco mais aliviadas, mesmo sabendo que o jogo da Bruna seria difícil. Já tínhamos jogado contra elas, mas tínhamos a noção de que seria um jogo complicado porque, na disputa por medalha, é sempre um jogo diferente. Pensei: 'Ou é agora ou nunca mais. Meu último jogo aqui'. Me dediquei muito para chegar até essa Paralimpíada, fiz uma ótima campanha... Não consegui no individual, mas, agora, deu tudo certo", ressaltou Dani.
 
Para Jennyfer, subir ao pódio na Cidade Maravilhosa é um combustível extra para chegar aos Jogos Paralímpicos de Tóquio/2020:
 
"Essa medalha nos anima ainda mais para esse ciclo que começa. Na próxima, não vamos querer levar o bronze, queremos brigar pelo ouro".
 
O pódio contou ainda com a Polônia (Natalia Partyka, Karolina Pek e Katarzyna Marszal) com o ouro e a China com a prata (Guiyan Xiong, Qian Yang e Lina Lei).
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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