Foto: Divulgação/Rio Innovation Week
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa participou do Rio Innovation Week 2026, um dos principais encontros de tecnologia, inovação e empreendedorismo da América Latina. A convite do próprio evento, a entidade esteve presente na Arena HUB e foi representada pelo diretor Geraldo Campestrini, que apresentou o painel "A inovação por trás do sucesso do tênis de mesa".
Durante a participação, Campestrini abordou o processo de desenvolvimento da CBTM nos últimos anos e destacou que a inovação no esporte não se limita à adoção de novas tecnologias. Ela também está relacionada à construção de estruturas que ampliem o acesso à prática esportiva, fortaleçam a formação de atletas e permitam que os resultados de alto nível deixem de ser pontuais e se tornem recorrentes.
A apresentação foi organizada a partir de três eixos: atleta, sistema e território. Entre os temas abordados estiveram a estrutura de desenvolvimento esportivo da entidade, o crescimento do Circuito TMB, a descentralização das competições e a valorização das vocações locais para a modalidade.
Um dos dados apresentados foi o crescimento da base filiada da CBTM, que passou de aproximadamente 3 mil para 15 mil integrantes entre 2021 e 2026. O avanço foi associado à estruturação do Circuito TMB, que conecta competições regionais, estaduais e nacionais por meio de um ranking único e de uma identidade comum.
"O painel permitiu apresentar um panorama da evolução da Confederação e dos planos que temos para os próximos anos. Falamos sobre o crescimento do Circuito TMB, as estratégias de regionalização e descentralização e a importância de criar mais oportunidades para que as pessoas possam praticar e competir perto de onde vivem", afirmou Campestrini.
O diretor também destacou os resultados recentes de Hugo Calderano e Bruna Takahashi, que vêm ampliando a visibilidade do tênis de mesa e aproximando novos públicos da modalidade. Para Campestrini, o momento esportivo deve ser aproveitado para fortalecer toda a cadeia de desenvolvimento, da iniciação ao alto rendimento.
"Hugo e Bruna conseguiram levar o tênis de mesa para além do público que tradicionalmente acompanha a modalidade. O nosso desafio é transformar essa visibilidade em aumento da base, formação de novos atletas e continuidade dos resultados internacionais. Isso exige planejamento, estrutura e decisões que, muitas vezes, começam a ser tomadas muitos anos antes de o resultado aparecer", completou.
A educação também esteve entre os assuntos discutidos, com destaque para a UniTM, braço educacional da Confederação responsável pela qualificação de treinadores, árbitros, gestores e demais profissionais envolvidos com a modalidade.
O painel contou também com a participação de Matheus Figueiredo, do Comitê Olímpico do Brasil, além de Renato D'Avila, sócio da D'Esportes Consultoria.