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Cercados de cuidados, atletas da Seleção paralímpica iniciam retorno aos treinos em São Paulo

Israel Stroh e Jennyfer Parinos foram os primeiros a treinar nesta segunda-feira; Bruna Alexandre e Danielle Rauen também retornam nesta semana

Israel Stroh, pouco antes do início dos treinos no CT Paralímpico. Foto: Paulo Molitor.

Por Assessoria de Imprensa - CBTM

13/07/2020 10h20


Quase quatro meses afastados de qualquer tipo de atividade no CT Paralímpico de São Paulo. A angustiante rotina de treinos improvisados em casa acabou nesta segunda-feira (13) para dois atletas da Seleção Brasileira paralímpica: Israel Stroh e Jennyfer Parinos. Eles foram os primeiros da equipe permanente do Brasil a terem atividades no local. Outras duas mesa-tenistas – Bruna Alexandre e Danielle Rauen – retornam aos treinos nesta semana.

Por conta do perigo da pandemia do novo coronavírus, apenas alguns atletas foram autorizados a voltar pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Os cadeirantes, que pertencem ao grupo de risco, por enquanto, terão de esperar em casa, até que sejam estabelecidos índices minimamente seguros para o retorno aos treinos presenciais.

Os dois atletas que iniciaram os treinos nesta segunda foram cercados de uma série de cuidados. Eles já haviam sido submetidos a testes antes das atividades. Passaram por túnel de desinfecção e tiveram as temperaturas medidas. O horário é fixo, não podendo ter o treinamento estendido. O próprio espaço, normalmente utilizado por cerca de 30 atletas nas mesas e outras dezenas aguardando, será destinado apenas a estes quatro na primeira fase. Bolinhas, raquetes e mesas precisam ser constantemente higienizados.

“É uma sensação de alívio. Primeiro pelo choque, depois pelas notícias e até a cogitação de cancelarem os Jogos Paralímpicos. Estávamos vendo nossos adversários treinando e ficar parado assim é ainda pior. Agora podemos reagir, e, por mim, estou disposto a não parar mais”, diz Israel Stroh, classificado para a Paralimpíada de Tóquio na classe 7, e que ainda diz estar atordoado com todo esse tempo sem pegar na raquete:

“Estamos acostumados a enfrentar desafios. A orientação era de esperar, ficar quieto. Vai contra a natureza. Eu aproveitei o tempo e o adiamento dos Jogos para estudar. Conteúdo da faculdade, marketing, até bolsa de valores... se não podia treinar, procurei outras formas de crescer”, revela.

Paulo Molitor, técnico da Seleção paralímpica, afirma que, neste primeiro momento, alguns cuidados especiais serão tomados com o treinamento dos atletas: “Eles já estavam treinando em casa, agora vamos fazer pessoalmente. Mas vamos voltar de forma muito lenta, até eles retomarem o condicionamento físico ideal. Vamos dar muita ênfase na parte física nesse primeiro momento”.



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